Pesquisadores da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, desenvolveram um spray nasal capaz de reduzir a inflamação no cérebro e devolver a memória perdida em camundongos idosos. A descoberta abre caminho para tratamentos menos invasivos contra o declínio cognitivo em seres humanos.
O medicamento funciona como um jato de microbolhas biológicas que atacam a chamada neuroinflamação. Esse problema é comparado pelos cientistas a um motor que trabalha sempre quente, gerando um estresse crônico que facilita o surgimento de doenças como o Alzheimer.
Os testes foram feitos com animais que possuem idade equivalente a pessoas entre 50 e 60 anos. Após apenas duas doses aplicadas pelo nariz, os camundongos apresentaram uma melhora significativa no reconhecimento de objetos e na localização espacial, superando o grupo que não recebeu o tratamento.
A tecnologia utiliza células-tronco humanas para criar códigos genéticos que 'reconfiguram' as células de defesa do cérebro. Na prática, o spray ajuda a desligar os sinais de alarme que causam o desgaste cerebral, devolvendo a energia necessária para os neurônios funcionarem corretamente.
De acordo com o neurocientista Ashok Shetty, o objetivo é que, no futuro, o spray substitua cirurgias arriscadas ou meses de medicação pesada. O tratamento apresentou resultados idênticos tanto em machos quanto em fêmeas, o que reforça o potencial da terapia.
O próximo passo da pesquisa será realizar testes em humanos para confirmar se o spray pode tratar casos de comprometimento cognitivo leve. A expectativa é que a técnica ajude a reduzir as estatísticas de demência, que devem dobrar nas próximas décadas em todo o mundo.







