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Saúde

Césio-137: o desastre radioativo que mudou o Brasil e deixou marcas eternas em Goiânia

Tragédia começou com uma cápsula de hospital abandonado e expôs milhares de pessoas à radiação fatal em 1987

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
30 de março, 2026 · 19:42 1 min de leitura

O que começou como uma curiosidade sobre um pó que brilhava no escuro se transformou no maior acidente radiológico do mundo fora de usinas nucleares. Em 1987, Goiânia viveu um pesadelo após uma cápsula de Césio-137 ser retirada de um aparelho de radioterapia em uma clínica abandonada e aberta por moradores que não sabiam do perigo.

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O material altamente radioativo passou de mão em mão, contaminando famílias inteiras e gerando queimaduras graves. A falta de informação foi o maior vilão: sem saber que o brilho azul era sinal de perigo extremo, pessoas tiveram contato direto com o elemento químico, o que resultou em mortes e isolamento imediato de diversas áreas da cidade.

A crise de saúde pública exigiu uma operação de guerra. Autoridades precisaram monitorar milhares de pessoas e usar métodos científicos avançados para medir o nível de radiação em cada vítima. O pânico tomou conta da população, e os sobreviventes carregam até hoje as cicatrizes físicas e o peso psicológico de terem sido rejeitados pela sociedade na época.

O episódio forçou o Brasil a mudar completamente suas regras de segurança. Antes da tragédia, o descarte de lixo hospitalar radioativo era feito sem o rigor necessário. Hoje, clínicas e hospitais são obrigados a seguir protocolos rígidos de armazenamento e transporte, com fiscalização constante para evitar que o erro se repita.

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Atualmente, Goiânia mantém centros de educação e museus para que a história não seja esquecida. A cidade se tornou um exemplo mundial de resiliência e um alerta constante sobre os riscos do manuseio irresponsável de materiais perigosos.

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