O Brasil vive um verdadeiro cabo de guerra climático: enquanto o Sul se prepara para enfrentar uma onda de calor intensa, que pode colocar a vida de milhões em risco, outras partes do país, como o Sudeste e o Centro-Oeste, estão sob alerta de chuvas fortes e temporais. É um cenário de extremos que exige atenção redobrada de todos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ligou o alerta vermelho – o nível máximo de perigo – para uma onda de calor que deve começar nesta terça-feira, dia 3, na região Sul. A previsão é que as temperaturas fiquem bem acima do normal, especialmente no oeste e norte de Santa Catarina, além de áreas do interior do Rio Grande do Sul e do Paraná. A situação é tão séria que pode impactar a rotina de cerca de 6,5 milhões de pessoas em 511 cidades desses estados. Esse calorão deve durar até a próxima sexta-feira, dia 6, e só é considerado uma onda de calor quando as temperaturas ficam pelo menos 5°C acima da média por cinco dias ou mais.
Perigos do calor extremo e como se proteger
Quando o corpo enfrenta um calor tão forte, ele entra em estresse térmico, tentando se resfriar através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos. Mas, em temperaturas muito altas ou com muita umidade, esse sistema natural pode falhar, trazendo riscos sérios à saúde. Entre os problemas estão a desidratação, tontura, mal-estar e até mesmo danos aos órgãos.
Para se proteger, algumas dicas são essenciais:
- Beba muita água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
- Evite a exposição direta ao sol, principalmente nos horários mais quentes (entre 10h e 16h).
- Procure ficar em ambientes ventilados ou climatizados.
- Use roupas leves e claras.
Enquanto o Sul ferve, outras regiões enfrentam temporais
Paralelamente à onda de calor no Sul, outras regiões brasileiras se preparam para o oposto: chuvas intensas. O encontro de umidade, calor e sistemas de pressão atmosférica favorece a formação de temporais e chuvas volumosas em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país. A responsável por isso é a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um corredor de umidade que atravessa o Brasil.
No estado de São Paulo, por exemplo, o governo já montou um gabinete de crise para monitorar os temporais. Há um alerta para chuvas constantes, raios e ventos fortes que podem chegar a 50 km/h, atingindo especialmente o interior e o sul do estado. Já em Mato Grosso do Sul, a situação pode ser ainda mais crítica, com ventos que chegam a 70 km/h em algumas localidades, além da possibilidade de granizo.
Previsão para fevereiro e alertas de segurança
Para o restante de fevereiro, a expectativa é que o calor continue acima da média em quase todo o Brasil. As regiões Norte e Sudeste devem ter um mês com mais chuva do que o normal, enquanto o Sul e o Centro-Oeste podem experimentar um período mais seco. Diante desse cenário de extremos, é fundamental estar atento aos sinais do corpo e aos avisos da Defesa Civil.
Se você sentir mal-estar grave por causa do calor ou enfrentar problemas sérios com as chuvas e ventos, não hesite em procurar ajuda médica. Para situações de emergência relacionadas a desastres naturais, o contato é com a Defesa Civil, pelo número 199.







