O Ministério da Saúde informou que os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140% entre 2018 e 2025. A pasta projeta aumento adicional de 104% até 2028. Os dados tratam de uma demanda de saúde pública associada às bets no Brasil.
Em 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que acaba com a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. A regra alcança apostas esportivas e jogos online em ambientes físicos e virtuais, incluindo concessões e autorizações estaduais e distritais. Sites e aplicativos devem sair do ar a partir de 6 de outubro de 2026.
Segundo o Ministério da Saúde, o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos profissionais e maior uso de álcool e outras drogas. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa. Desse total, 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.
O ministro Alexandre Padilha afirmou que o problema afeta apostadores e familiares. Ele também informou que há um autoteste no Meu SUS Digital para avaliar o impacto das apostas na vida de cada pessoa.
A Advocacia-Geral da União entrou com ação civil pública na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas esportivas. A AGU pediu reparação mínima de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia. O órgão afirma que o modelo das plataformas favorece o vício ao ampliar o tempo de engajamento e o volume de apostas.
A AGU relaciona o adoecimento psíquico às apostas a ansiedade, quadros depressivos, transtorno do jogo e, em casos extremos, ideação suicida associada ao endividamento. A afirmação consta da ação apresentada pelo órgão.
Se você ou alguém que conhece está passando por sofrimento emocional ou pensamentos de tirar a própria vida, procure ajuda. O CVV oferece apoio gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de atendimento pelo site cvv.org.br.







