A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado a fiscalização de suplementos alimentares, cosméticos e outros produtos naturais nos últimos anos. O objetivo principal é proteger a saúde dos consumidores, coibindo a venda de itens com promessas de saúde sem comprovação científica e garantindo informações claras nos rótulos.
As decisões mais recentes, já em 2025, levaram à suspensão de vendas e ao recolhimento de diversos produtos. A Anvisa age de forma rigorosa quando identifica irregularidades que podem colocar a população em risco. E não é só o nome do produto que importa, mas também como ele é fabricado, registrado e divulgado ao público.
Por que a Anvisa proíbe certos produtos?
As proibições acontecem por vários motivos. Muitas vezes, empresas lançam suplementos sem o registro necessário, usam ingredientes que não foram avaliados pela agência, ou erram na rotulagem, deixando de informar dados importantes. Outro problema comum são as promessas exageradas de cura ou benefícios que não foram comprovados pela ciência. Isso é considerado uma infração sanitária e um perigo para quem consome.
Algumas empresas também se aproveitam da fama de certos termos, anunciando produtos como “100% natural” ou “sem contraindicações”, o que pode enganar o consumidor, fazendo-o acreditar que não há riscos. Casos recentes incluem a fabricação por empresas desconhecidas, a falta total de registro do produto e o uso de plantas como o ora-pro-nóbis em cápsulas sem a devida comprovação de segurança e eficácia para esse formato.
Creatina em picolés? Anvisa diz não!
A creatina é um suplemento alimentar muito popular, principalmente entre adultos que buscam ganho de massa muscular ou energia. No entanto, a Anvisa é bem clara: a creatina só é permitida em suplementos alimentares específicos para adultos.
O que a agência não autoriza, e tem fiscalizado de perto, é a adição de creatina em alimentos comuns do dia a dia, como sorvetes, picolés, snacks ou outras bebidas prontas para consumo. Quando essa regra é desrespeitada, a Anvisa manda recolher os lotes irregulares, suspende a fabricação e a venda, e ainda alerta o público. Academias, lojas de suplementos e até lanchonetes podem ser orientadas a tirar esses produtos de circulação.
Ora-pro-nóbis e vinagre de maçã sob lupa
Mesmo sendo uma planta com bom valor nutricional, o ora-pro-nóbis tem seu uso restrito em suplementos pela Anvisa. O motivo é simples: faltam estudos robustos que comprovem a segurança e a eficácia da planta quando consumida em cápsulas, pós ou comprimidos. Na culinária tradicional, a planta é liberada, mas para virar suplemento, a história é outra, exigindo pesquisas e cumprindo normas rigorosas.
Já o vinagre de maçã tem sido alvo de fiscalização principalmente por um problema grave: a presença de dióxido de enxofre em níveis muito altos e, pior, sem aviso no rótulo. A lei exige que todos os aditivos químicos sejam informados de maneira clara, para que pessoas com sensibilidade a esses compostos possam evitar o consumo. A falta de transparência na rotulagem e o desrespeito aos limites de uso são as principais falhas encontradas.
No caso do vinagre de maçã, a combinação de aditivos em concentração inadequada e a falha em listar esses ingredientes no rótulo minam a confiança do consumidor e podem causar problemas de saúde, especialmente para quem tem alergias ou doenças respiratórias.
Entre os problemas identificados no vinagre de maçã, estão:
- Concentração de dióxido de enxofre acima do limite permitido pela norma.
- Não declaração do aditivo na lista de ingredientes do produto.
- Descumprimento das regras de rotulagem e segurança de alimentos.
Como verificar a regularidade do seu suplemento
Para se proteger, é fundamental que você verifique se o produto que pretende comprar ou consumir está regularizado pela Anvisa. A embalagem de alimentos e suplementos que precisam de registro deve ter um número de regularização e uma frase clara de que a formulação foi aprovada pela agência.
Com esses dados, você pode consultar o sistema da Anvisa de um jeito fácil:
- Procure na embalagem a frase relacionada ao registro e o número correspondente.
- Acesse o site oficial da Anvisa e procure pela área de “busca avançada”.
- Digite o número de regularização no campo indicado.
- Clique em “consultar” e veja se o produto aparece como ativo.
Se o produto não estiver na base de dados ou aparecer como irregular, a melhor atitude é evitar o consumo e informar o caso aos canais de denúncia da Anvisa. Sua segurança é prioridade!







