A Anvisa fez uma batida surpresa num galpão do Mercado Livre em Cajamar (SP) nesta quarta-feira (18) e o resultado foi grande: mais de 2 mil produtos foram apreendidos. Eram itens que estavam no esquema de "entrega full", ou seja, já guardados no depósito da empresa, prontos para serem enviados rapidinho para o comprador.
O problema? A lista de irregularidades é longa. Tinha produto sem registro na Anvisa, outros com rótulo em língua estrangeira, sem o selo do Inmetro e até alguns que prometiam curar doenças sem nenhuma comprovação. Basicamente, coisas que não poderiam estar à venda no Brasil e que colocam a saúde do povo em risco.
Entre os itens apreendidos pela fiscalização estavam 1.677 medidores de pressão, mais de 500 lubrificantes íntimos, termômetros, tintas de tatuagem, pomadas modeladoras e suplementos alimentares. Tudo isso estava sendo vendido na plataforma como se fosse regular.
Agora, toda essa mercadoria ficou retida no próprio galpão do Mercado Livre. A empresa não pode vender nem mexer em nada até que a Anvisa termine o processo e decida o que fazer. O Mercado Livre virou o responsável por guardar os produtos apreendidos.
Segundo a Anvisa, esse tipo de fiscalização está ficando mais comum porque as compras pela internet não param de crescer. A agência quer garantir que a segurança do consumidor não seja deixada de lado e que só produtos autorizados cheguem na casa das pessoas.







