A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um aviso importante nesta segunda-feira (9), acendendo o sinal de alerta sobre o uso de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. O comunicado da agência visa reforçar os cuidados, já que o uso indevido desses remédios, que são agonistas do receptor GLP-1, pode trazer sérios riscos à saúde, como a pancreatite aguda.
Essa classe de medicamentos inclui substâncias como a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida. Eles são desenvolvidos para auxiliar na perda de peso, mas a Anvisa faz questão de frisar que devem ser usados apenas com prescrição médica e acompanhamento de um profissional de saúde qualificado.
Por que o alerta da Anvisa?
Embora os perigos já estejam descritos nas bulas desses remédios aprovados aqui no Brasil, a Anvisa percebeu um aumento nas notificações de casos adversos, tanto por aqui quanto lá fora. Isso significa que mais pessoas estão enfrentando problemas, o que motivou a agência a reforçar todas as orientações de segurança para o público e para os profissionais de saúde.
“Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, esses medicamentos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado”, destacou a agência em nota oficial.
O acompanhamento médico é crucial justamente para monitorar os possíveis efeitos colaterais. O risco mais grave apontado é o de desenvolver pancreatite aguda. Essa é uma inflamação séria do pâncreas, um órgão vital para a digestão, que pode ser severa, causar necrose (morte de tecidos) e, em casos extremos, até ser fatal.
Benefício e segurança: o que diz a Anvisa?
Mesmo com o alerta, a Anvisa fez questão de tranquilizar, explicando que não houve uma mudança na avaliação de risco e eficácia desses medicamentos. Em outras palavras, quando usados corretamente, seguindo as indicações da bula e com acompanhamento, os benefícios de saúde que eles podem trazer ainda são maiores do que os efeitos adversos.
“Apesar do alerta, não houve mudança na relação de risco e eficácia dessas substâncias. Ou seja, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos, de acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula”, completou a agência, reforçando a importância do uso responsável.
A preocupação com esses riscos não é exclusividade do Brasil. Recentemente, no começo do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), do Reino Unido, também publicou um aviso similar. Eles alertaram sobre o mesmo risco, ainda que considerado pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam essas canetas emagrecedoras.
Portanto, a mensagem da Anvisa é clara: as canetas emagrecedoras são ferramentas importantes, mas exigem cautela. O diálogo aberto com seu médico e a adesão rigorosa às instruções da bula são a melhor forma de garantir a segurança e obter os resultados esperados, minimizando qualquer risco à saúde.







