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Saúde

Amazon agrava contaminação da água em Oregon, moradores alertam

Moradores de Oregon alertam que operações da Amazon elevam níveis de nitratos na água, associados a riscos à saúde.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
02 de dezembro, 2025 · 10:25 2 min de leitura
Foto: Marcos del Mazo/Shutterstock
Foto: Marcos del Mazo/Shutterstock

No Condado de Morrow, em Oregon, a Amazon enfrenta acusações de que suas operações em data centers agravam a contaminação da água potável. Moradores e especialistas alertam que a combinação de megafazendas, indústrias de alimentos e centros de dados está contribuindo para níveis perigosamente altos de nitratos na água, um contaminante conhecido por estar associado a cânceres raros e abortos espontâneos.

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Uma reportagem da revista Rolling Stone aponta que, embora a Amazon não utilize nitratos em suas instalações, o extenso uso da água nos data centers estaria acelerando a degradação do aquífero da Bacia Inferior de Umatilla. Os data centers retiram milhões de litros de água anualmente e devolvem o excedente ao sistema de esgoto local. Este esgoto, já saturado de nitratos, é redirecionado para fazendas próximas e, devido à rápida saturação do solo arenoso, os contaminantes acabam infiltrando-se no aquífero, elevando as concentrações a níveis alarmantes, com registros de até 73 ppm em alguns poços, acima do limite estadual.

Especialistas indicam que a situação se agrava quando a água contaminada é utilizada nos sistemas de resfriamento da Amazon. À medida que a água passa pelos equipamentos, parte dela se evapora, mas os nitratos permanecem, elevando a concentração antes de retornar ao esgoto, onde a média chega a 56 ppm. A diretora da Oregon Rural Action, Kristin Ostrom, observou que “essas são pessoas sem poder político ou econômico e com pouco conhecimento dos riscos”.

A Amazon, por sua vez, rebate as denúncias, com a porta-voz Lisa Levandowski afirmando que a matéria é “enganosa” e que a água utilizada representa uma fração mínima do sistema hídrico local, além de enfatizar que a contaminação já existia antes da chegada da AWS à região.

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A comunidade local busca uma resposta mais efetiva das autoridades, que, segundo críticos, têm sido lentas e insuficientes diante da gravidade do problema, especialmente em uma área onde 40% da população vive na pobreza. Espera-se que as questões levantadas conduzam a investigações e discussões sobre a responsabilidade ambiental das grandes corporações.

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