Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Algoritmo usa ECG de smartwatch e detecta doença cardíaca estrutural

Algoritmo identifica doença cardíaca estrutural a partir do ECG de smartwatch, com 88% de acerto e 100% de identificação de negativos em 600 pacientes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
03 de novembro, 2025 · 15:20 2 min de leitura
Imagem: Emily frost/Shutterstock
Imagem: Emily frost/Shutterstock

Pesquisadores criaram um algoritmo de inteligência artificial que identifica sinais de doença cardíaca estrutural a partir do sinal de eletrocardiograma de uma única derivação captado por relógios inteligentes. O objetivo é usar um aparelho comum no pulso como um primeiro ponto de verificação, apontando quem pode precisar de uma avaliação cardiológica mais aprofundada.

Como foi treinado

Publicidade

O modelo aprendeu com uma grande base de dados: mais de 266 mil gravações de ECG de 12 derivações, vindas de mais de 110 mil adultos. Com esse material, a ferramenta passou a reconhecer padrões ligados a problemas como redução da capacidade de bombeamento do coração, alterações nas válvulas e espessamento do músculo cardíaco.

Teste em hospitais comunitários

Em um estudo prático feito em hospitais comunitários no Brasil, 600 pacientes usaram o relógio inteligente no mesmo dia em que passaram por ecocardiograma. Ao comparar as leituras do smartwatch com o exame de imagem, a inteligência artificial conseguiu diferenciar pessoas com e sem doença estrutural com acerto de 88% e teve 100% de identificação correta dos indivíduos sem a doença (verdadeiros negativos).

Resultados principais:

  • 600 participantes no teste.
  • Acurácia de 88% para distinguir presença ou ausência de doença estrutural.
  • 100% de identificação de indivíduos sem doença (verdadeiros negativos).

Por que isso importa

Publicidade

Imagine o relógio como um filtro inicial: em vez de substituir exames, ele pode ampliar onde e quando a triagem acontece. Isso facilita a identificação precoce de quem precisa de exames mais complexos — especialmente em áreas com pouco acesso a especialistas.

Próximos passos

Os pesquisadores planejam ampliar a base de estudos e testar a ferramenta em fluxos clínicos reais. Há interesse em avaliar o desempenho em diferentes regiões, inclusive em estados como a Bahia, e em verificar como integrar a tecnologia a programas de triagem e cuidados preventivos.

Se os resultados forem confirmados em estudos maiores, essa abordagem pode abrir caminho para uma triagem mais ampla e acessível, ajudando a identificar com antecedência quem deve receber atenção cardiológica especializada.

Leia também