Um estudo mundial confirmou o que muita gente já desconfiava: o uso exagerado de redes sociais está deixando os jovens mais infelizes. A pesquisa, que ouviu adolescentes de 15 anos em 50 países, mostra uma ligação direta entre o tempo gasto nas telas e a queda no bem-estar.
O problema não é usar, mas o quanto se usa. Segundo o relatório, os jovens passam, em média, 2 horas e meia por dia nas plataformas. Esse excesso está associado a uma sensação de infelicidade. Curiosamente, usar por menos de uma hora por dia pode ser até melhor do que não usar nada.
O impacto negativo é ainda maior para as meninas. O estudo aponta que, quanto mais horas elas passam conectadas, menor é o nível de satisfação com a vida. Plataformas focadas em imagem, como o Instagram, podem piorar a percepção sobre o próprio corpo e aumentar a ansiedade.
A boa notícia é que a moçada da América Latina, incluindo a do Brasil, parece ser mais resistente. Os pesquisadores acreditam que os fortes laços familiares e sociais da nossa região funcionam como uma proteção contra os efeitos negativos das redes.
No ranking geral de felicidade, o Brasil ficou na 32ª posição, na frente de países como França, Itália e Argentina. O topo da lista, pelo nono ano seguido, ficou com a Finlândia.
De olho nesse cenário, o Brasil já se mexeu. Entrou em vigor o chamado ECA Digital, uma lei focada exatamente na proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Outros países, como Espanha e França, também estão discutindo aumentar a idade mínima para criar uma conta.







