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Política

"Wagner vai provar sua inocência": PT sai em defesa do senador baiano após saída da liderança do governo

Secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que afastamento dá tranquilidade a Wagner e distancia o caso do presidente Lula

Redação ChicoSabeTudo
25 de junho, 2026 · 12:45 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

O secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (25), após o parlamentar anunciar sua saída da liderança do governo no Senado Federal. Para Valadares, a licença foi uma decisão acertada.

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Segundo ele, o afastamento cumpre dois propósitos: distanciar o presidente Lula de um caso que, segundo o PT, não tem relação com o governo federal, e dar ao senador condições de se defender com mais tranquilidade. "Essa decisão nos dá oportunidade do senador Jaques Wagner provar sua inocência com transparência e tranquilidade", declarou Valadares em vídeo enviado à imprensa.

Wagner se tornou alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de junho. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A PF apontou o senador como suposto beneficiário central das vantagens investigadas, o que a defesa de Wagner nega veementemente.

O afastamento foi acertado na quarta-feira (24), após uma reunião de cerca de duas horas entre Wagner e o presidente Lula no Palácio da Alvorada, em Brasília. Em nota nas redes sociais, o próprio senador afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com Lula e que sua prioridade agora é provar inocência e se dedicar às campanhas de 2026.

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Éden Valadares também questionou a base das acusações. Ele afirmou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter sido induzido ao erro ao autorizar a operação, já que, segundo ele, Wagner não teria atuado em favor do Banco Master. O secretário contestou que a emenda apontada pela PF como de autoria de Wagner seria, na verdade, de autoria do senador Ciro Nogueira. Além disso, afirmou que Wagner sequer teria participado da sessão em que foi aprovada a medida provisória citada na investigação.

A defesa do senador já apresentou recurso contra a decisão do STF que autorizou as buscas, alegando erros graves no procedimento e pedindo a anulação das provas obtidas.

Com o afastamento, o grupo político baiano ligado a Lula e Jerônimo mira agora nas eleições de outubro. "Nos dá a oportunidade também da gente concentrar no que é fundamental para esse ano de 2026, que é a reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo, e a eleição de Wagner e de Rui Costa para o Senado", afirmou Valadares.

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