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Política

Valmir Assunção avalia que Angelo Coronel não apoiou Jerônimo e Lula em 2022

Valmir Assunção (PT) avalia o rompimento de Angelo Coronel (PSD) com a base governista, destacando a falta de apoio do senador a Lula e Jerônimo em 2022.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
07 de fevereiro, 2026 · 15:42 2 min de leitura
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O deputado federal Valmir Assunção (PT) trouxe à tona uma análise sobre a montagem da chapa majoritária para as eleições deste ano, durante as celebrações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) no Trapiche Barnabé, em Salvador, na Bahia. Em entrevista concedida neste sábado (7) ao Bahia Notícias, Valmir falou abertamente sobre o afastamento do senador Angelo Coronel (PSD) da base governista, ressaltando o papel da articulação política do senador Jaques Wagner (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nesse processo.

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Ao abordar a saída de Coronel, o deputado petista foi direto: segundo ele, o senador do PSD não deu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nem a Jerônimo Rodrigues nas eleições de 2022. Mesmo diante desse histórico, Valmir Assunção defendeu que Coronel deveria reavaliar sua posição e permanecer como aliado do governador.

“O presidente tem muita capacidade, e todos nós sabemos disso. Agora, quando se trata da chapa aqui estadual, tenho certeza que tanto o governador Jerônimo quanto o ministro Rui Costa, o senador Jaques Wagner, estão tratando desse assunto. Acredito que é importante a gente reafirmar cada vez mais o que aconteceu essa semana com relação ao Coronel. Tenho que levar em consideração que o Coronel não apoiou Jerônimo, não apoiou Lula na eleição passada. Eu acho que é importante ele reabrir a posição dele e continuar no grupo. Lógico, se a gente cria na chapa o maior número de consensos, isso facilita mais ainda esse processo eleitoral, mas independente disso, o que vai estar na eleição não é se apoia A ou B, o que vai estar é a comparação do que nós fizemos durante esses 20 anos e o que o nosso adversário fez em Salvador durante 16 anos”, avaliou o deputado.

Eleição para deputado federal se mostra mais desafiadora

Além da discussão sobre a chapa majoritária, Valmir Assunção também dedicou um momento para analisar o cenário da chapa proporcional, que engloba a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Para o deputado, a disputa por uma cadeira na Câmara Federal promete ser mais difícil neste ano, principalmente para os parlamentares do Partido dos Trabalhadores.

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Ele explicou que o PT enfrenta uma redução significativa no número de candidatos a deputado federal. “Está mais difícil para se eleger na federação para deputado federal, porque nós temos menos candidatos. Nós tivemos 32 na eleição passada, agora nós até agora temos 18”, pontuou Valmir. Essa diminuição pode impactar diretamente na quantidade de representantes eleitos pelo partido.

Apesar de enxergar um caminho mais árduo, o deputado ressaltou a importância de focar no projeto político maior. “Vai ser mais difícil, mas de qualquer forma, independente da dificuldade, o fundamental é nós trabalharmos para potenciar o nosso projeto político liderado pelo presidente Lula e o governador Jerônimo. Isso que é o fundamental, a dificuldade de um processo eleitoral é normal”, concluiu Valmir, reafirmando o compromisso com a base e os líderes do governo.

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