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Política

TJ-BA cria comitê para humanizar tratamento de pessoas com transtorno mental na Justiça

O TJ-BA instituiu o CEIMPA-BA para garantir tratamento humanizado e baseado na comunidade para pessoas com transtorno mental no sistema de justiça, proibindo internações forçadas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
12 de dezembro, 2025 · 11:59 2 min de leitura
Foto: Aline Gama / Bahia Notícias
Foto: Aline Gama / Bahia Notícias

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deu um passo importante para mudar a forma como pessoas com transtorno mental ou deficiência psicossocial são tratadas dentro do sistema de justiça. Em um decreto publicado na última quinta-feira (11), a instituição criou o Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial (CEIMPA-BA), um grupo dedicado a garantir um tratamento mais humano e respeitoso para quem está em conflito com a lei no estado da Bahia.

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A principal ideia por trás dessa medida é substituir o antigo modelo de internação forçada e custódia pela atenção integral, que busca cuidar dessas pessoas dentro da comunidade, perto de suas famílias e em serviços de saúde mental adequados. O decreto é bem claro: proíbe expressamente o uso de medidas judiciais que tenham como único objetivo internar ou tratar à força quem é preso em flagrante e possui transtorno mental. O tratamento de saúde, a partir de agora, deve ser sempre voluntário.

O que o Comitê vai fazer?

O CEIMPA-BA terá um papel crucial em várias frentes. Ele será responsável por conectar as ações do Judiciário com a administração das prisões e também com as políticas públicas de saúde, assistência social e direitos humanos. Imagine um trabalho em conjunto para oferecer o melhor suporte possível.

Entre as atribuições desse novo comitê, estão:

  • Propor ações para tirar as pessoas de instituições e reintegrá-las à sociedade.
  • Mapear e fortalecer os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
  • Incentivar e ampliar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que é fundamental para o cuidado em saúde mental.
  • Apoiar a criação das Equipes de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas Aplicáveis à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP-Desinst), que vão ajudar a monitorar esses casos.
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Além disso, o comitê vai acompanhar de perto a implementação dessa política antimanicomial em todo o estado. Ele também fará levantamentos e diagnósticos para entender melhor as necessidades dessa população e criará novas regras para organizar os procedimentos de como as medidas terapêuticas serão aplicadas e acompanhadas.

Quem participa do CEIMPA-BA?

Para que o trabalho seja realmente completo e envolva diversas áreas, o CEIMPA-BA será composto por representantes de 14 órgãos e entidades diferentes. O Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário do próprio TJ-BA será o coordenador dos trabalhos. Outras instituições importantes que farão parte são:

  • A Defensoria Pública;
  • O Ministério Público;
  • A Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA);
  • A Secretaria de Administração Penitenciária;
  • As Secretarias Estaduais de Saúde, Assistência Social e Justiça;
  • As secretarias municipais de Salvador;
  • O Conselho Penitenciário.

A ideia é que, no futuro, a composição desse comitê possa ser ampliada para incluir ainda mais representantes da sociedade civil e especialistas na área. Cada instituição indicará um membro principal e um suplente, que poderão ter o apoio de técnicos especializados em saúde mental para garantir a melhor atuação possível.

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