O vereador Sílvio Humberto, do PSB, fez uma análise afiada sobre o cenário político na Bahia, mirando as eleições de 2026. Ele chamou a atenção para as recentes mudanças, como a saída do senador Angelo Coronel do grupo do governador Jerônimo Rodrigues. Para Sílvio, é crucial ter clareza nas estratégias, ou, como ele alertou, “a gente vai perder logo, nem senta pra jogar”.
Questionado sobre o que muitos chamam de “xadrez político”, o vereador concordou com a ideia, mas com uma ressalva importante:
“O que não pode é a gente jogar Xadrez com a cabeça de quem joga Dama. A gente vai perder logo, nem senta pra jogar.”
Ele explicou que, num jogo de estratégia tão complexo quanto a política, misturar as regras e mentalidades pode levar à derrota. O momento, segundo ele, é de muita conversa e articulação para “juntar e convencer as pessoas”.
Apesar de todas as manobras nos bastidores, Sílvio Humberto lembrou que quem decide no final é o povo. “Só tem um juiz, e vai ser no primeiro domingo de outubro quando o conjunto chamado povo vai decidir”, afirmou, reforçando a importância do voto popular.
O vereador do PSB também pontuou que um projeto político precisa de desafios para crescer. Ele disse que, sem eles, “cairia numa aparente e complicada zona de conforto”, o que pode ser perigoso para o desenvolvimento e a inovação na política.
Sílvio Humberto ainda abordou a comparação entre a situação do senador Angelo Coronel e a da deputada Lídice da Mata, também do PSB, que não conseguiu uma vaga ao Senado, no grupo do PT na Bahia. Ele traçou uma distinção clara entre ter um “projeto político de raiz” e apenas “aderir ao projeto”.
“Uma coisa é você ter a defesa de um projeto político de raiz, porque você vem de uma tradição, de entender que a justiça social é fundamental para fazer o país avançar”, explicou Sílvio. Ele contrastou isso com a adesão a um projeto, questionando até que ponto as convicções estão internalizadas para além de interesses individuais. O vereador se posicionou ao lado de Lídice da Mata, ambos com tradição de defender “projetos coletivos”, que buscam enfrentar as desigualdades sociais e raciais.
A conversa com o vereador aconteceu no sábado à noite, durante a saída do Ilê Aiyê, no Curuzu, um evento que movimenta a cultura e a política local.







