O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu levar à Justiça o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), por conta de declarações feitas por ele durante um debate sobre imigração. A medida foi confirmada pela assessoria jurídica do partido, que considerou as falas de Ramuth como graves e ofensivas, justificando a ação judicial.
Acusação de "narcoafetivo" motivou processo
A polêmica teve início quando Felício Ramuth fez um comentário que associou a questão migratória a uma crítica direta ao Partido dos Trabalhadores, atualmente no governo federal. Foi nesse contexto que o vice-governador de São Paulo utilizou o termo que provocou a indignação do PT e motivou a ação judicial.
Durante sua fala, Ramuth afirmou:
"Acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente que estão na fronteira, a retornar ao seu país, onde vão poder desfrutar de liberdade. Porque vai deixar de ter aquele estado narcoafetivo, como o PT que temos aqui. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo."
A expressão "narcoafetivo", utilizada pelo vice-governador, sugere uma ligação ou dependência do narcotráfico, o que é uma acusação de extrema seriedade para uma agremiação política. Para o PT, essa fala de Felício Ramuth não é apenas uma crítica política, mas uma difamação que exige uma resposta legal diante da gravidade da associação.
O que o PT espera com a ação judicial?
Ao mover uma ação judicial, o Partido dos Trabalhadores busca que Felício Ramuth seja responsabilizado legalmente por suas palavras. A assessoria jurídica do partido reforçou que tais declarações não podem ser ignoradas, especialmente vindo de uma figura pública de alto escalão como um vice-governador de um estado importante como São Paulo.
A ação judicial representa um posicionamento claro do PT contra o que considera ataques infundados e difamatórios, marcando mais um capítulo na tensão política entre diferentes espectros ideológicos no país. O desenrolar do processo mostrará as consequências legais de discursos que extrapolam o debate democrático, conforme a interpretação do partido.







