A manhã desta quinta-feira (5) foi de muita lentidão e engarrafamento para quem precisou passar pela BR-101, na região de Aurelino Leal, na Bahia. Mais uma vez, produtores de cacau foram às ruas para protestar, bloqueando a rodovia e causando transtornos para motoristas nos dois sentidos. Essa é a segunda vez nesta semana que a categoria recorre a este tipo de manifestação para chamar a atenção para a difícil situação que enfrentam.
O grito dos cacauicultores
O motivo da revolta dos cacauicultores é a drástica queda no preço do cacau. Segundo os manifestantes, o problema tem uma raiz clara: a importação em larga escala de amêndoas africanas por grandes empresas que atuam no Brasil. Essa entrada massiva de cacau estrangeiro acaba 'inundando' o mercado interno, derrubando o valor do produto nacional e prejudicando diretamente a renda de milhares de famílias que vivem da lavoura.
Além de reclamar da concorrência desleal, os produtores pedem medidas urgentes de proteção para a produção nacional. Eles querem uma valorização maior do cacau brasileiro, um produto que é considerado vital e estratégico para a economia de toda a região sul da Bahia. A cultura do cacau não só gera empregos, mas também movimenta o comércio e sustenta comunidades inteiras, tornando a desvalorização do produto um golpe duro para todos.
Protesto recorrente e situação na rodovia
Este não é um caso isolado. O protesto de hoje em Aurelino Leal vem na sequência de outra manifestação idêntica que aconteceu na quarta-feira (4). Na ocasião, os mesmos produtores já haviam bloqueado a BR-101, só que no distrito de Itamarati, que pertence ao município de Ibirapitanga, também no sul do estado. A repetição dos bloqueios mostra a seriedade do problema e o desespero dos produtores por soluções.
No local do protesto em Aurelino Leal, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA) estão presentes, acompanhando a manifestação. Os agentes tentam dialogar com os cacauicultores na esperança de conseguir a liberação da via, mas até o momento, não há uma previsão oficial para que a rodovia seja completamente desobstruída. A paralisação segue impactando o tráfego e a rotina da região.







