A negociação entre o Banco Master e a rede de supermercados Cesta do Povo, em Salvador, sofre um revés significativo após a prisão de Guga Lima, um dos principais articuladores do processo. O evento, que deixou o mercado em estado de incerteza, interrompeu acordos que se desenhavam para a reestruturação da rede, a qual, devido a problemas financeiros, buscava uma nova configuração estratégica.
A Cesta do Povo, que já foi uma empresa pública da Bahia, enfrentava dificuldades que levaram o Banco Master a assumir cerca de 55% de suas operações. A proposta de reorganização envolvia que o Banco Master ficasse responsável pelas lojas na capital baiana, enquanto o empresário Joel Feldman assumiria as unidades do interior, transformando-as sob uma nova marca.
Antes da prisão de Lima, conhecendo-se o seu papel relevante como sócio do Banco Master e a sua influência no setor, o acordo estava em andamento desde a discussão sobre a privatização de ativos estaduais que ocorreu entre 2018 e 2019. Documentos indicam que a parceria visava não apenas a recuperação da rede, mas também a solução de dívidas acumuladas.
Com a prisão de Guga Lima, que atuava na intermediação de crédito para o varejo popular através do Credcesta, as negociações entraram em uma fase de suspensão, levando em conta as incertezas jurídicas relacionadas à sua situação. A interrupção das tratativas preocupa investidores e stakeholders do setor, diante das possibilidades de um impacto mais amplo na operação da Cesta do Povo.
O desfecho dessa trama permanece indefinido enquanto a situação legal de Guga Lima se desenrola. As autoridades devem continuar a investigar suas relações com o Banco Master e os impactos sobre a Cesta do Povo, que ainda busca alternativas para sua reestruturação financeira.







