Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, podem influenciar as relações entre Brasília e Washington e o andamento de negociações pendentes. A informação é do jornal A Tarde, que cita interlocutores do governo ouvidos pelo Metrópoles.
Segundo o relato, a expectativa é que as discussões bilaterais em aberto permaneçam em segundo plano até que haja maior definição sobre o cenário político americano. A espera, porém, não significa uma interrupção completa das relações entre os países.
A votação definirá a composição da Câmara dos Representantes e renovará parte do Senado americano. Segundo a Rádio Senado, estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado. De acordo com A Tarde, o Partido Republicano, de Donald Trump, controla atualmente as duas Casas.
No governo brasileiro, uma maior presença democrata no Congresso é vista como uma possível oportunidade para ampliar o diálogo sobre temas defendidos por Lula, como meio ambiente e regulação de grandes empresas de tecnologia, informou A Tarde.
Entre os assuntos pendentes está a negociação sobre tarifas impostas a produtos brasileiros. Segundo o jornal, as conversas foram retomadas em agosto, após uma ligação entre Lula e Trump, mas perderam força enquanto os governos aguardavam o resultado das eleições brasileiras.
A Tarde também relata que a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil e sua chegada a Miami acrescentaram tensão à relação bilateral. Segundo o jornal, o governo brasileiro considera o suposto apoio da Casa Branca à saída do parlamentar um elemento de tensão e pretende manter as negociações no campo institucional.







