A possibilidade de um terceiro processo de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ao debate político em Washington às vésperas das eleições de meio de mandato de 2026. Segundo análise publicada pelo jornal A Tarde, o resultado da disputa pelo Congresso pode influenciar a capacidade da oposição democrata de avançar com uma iniciativa desse tipo.
A eleição colocará em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço das vagas do Senado. De acordo com o jornal, Trump alertou correligionários, em uma reunião no início do ano, que a vitória nas urnas seria importante para impedir que a oposição articulasse sua cassação no Congresso.
A abertura de um processo não significa a perda imediata do mandato. Nos Estados Unidos, a Câmara pode aprovar o impeachment por maioria simples, mas a destituição do presidente depende de condenação por pelo menos dois terços do Senado.
Trump já sofreu dois processos de impeachment e foi absolvido pelos senadores em ambos. A possibilidade de uma nova iniciativa apresentada na análise depende do cenário político após a eleição, não de um processo já anunciado na reportagem.
Além do papel no impeachment, as duas Casas têm outras atribuições. O Senado, por exemplo, analisa indicações da Casa Branca para cargos do governo e do Judiciário. Segundo A Tarde, a retomada da Câmara ou das duas Casas pelos democratas poderia dificultar a aprovação de projetos do Executivo e favorecer novas investigações.
O jornal também aponta que os democratas enfrentam divergências internas, fator que pode afetar o desempenho da oposição na disputa eleitoral.







