As conversas sobre as eleições para o governo da Bahia estão a todo vapor, mas, ao contrário do que muitos especulam, ainda não há nada definido para o Partido Social Democrático (PSD). Foi o que garantiu o senador Otto Alencar (PSD) em uma recente entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, transmitido pela Antena 1 (100.1 FM).
Segundo Alencar, o PSD ainda está em um momento crucial de negociações para definir seu lugar na chapa majoritária que disputará o pleito em outubro. Ele fez questão de desmentir qualquer informação de que as decisões já estariam tomadas, acalmando os ânimos de quem acompanha de perto a política baiana.
“Ainda está em discussão, não tem ainda uma decisão formalizada. A convenção é em julho, e nós vamos ter que aguardar. Até lá tem muito tempo”, explicou Otto, ressaltando que o calendário eleitoral ainda tem etapas importantes a serem cumpridas antes de qualquer anúncio oficial.
Senador desmente rumores de rompimento com o presidente Lula
Um dos pontos abordados na entrevista foi a ausência de Otto Alencar e de seus colegas de partido em uma foto recente ao lado do presidente Lula. Esse fato gerou muitos boatos sobre um possível rompimento político, mas o senador foi direto ao desmentir as especulações.
Publicidade“Quanto à fotografia que se tira num evento com o presidente Lula, são elucubrações simplistas”, afirmou Otto, minimizando a importância da imagem e reforçando que a relação com o presidente segue inalterada, focada nos trabalhos e articulações políticas que realmente importam.
Críticas à discussão precoce da “chapa puro-sangue”
O senador do PSD também aproveitou a oportunidade para criticar abertamente as discussões em torno de uma possível chapa “puro-sangue” dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) para o governo da Bahia. Ele atribuiu a iniciativa dessa conversa ao senador petista Jaques Wagner, atual líder do governo no Senado Federal.
“Lamentavelmente, e aí não fui eu, quem levantou essa possibilidade em janeiro foi Wagner, fazendo a chapa com o governador Jerônimo, o ministro da Casa Civil Rui e ele [Wagner], se passou 2025 todo discutindo isso e até agora não resolveu. Na minha óptica, eleição se discute no ano da eleição. Até porque a discussão precoce termina prejudicando as ações do governo. Não foi eu que levantei essa questão”, completou Otto Alencar.
Para Otto, antecipar demais os debates sobre a formação das chapas pode desviar o foco da administração e das necessidades urgentes da população. Ele defende que o momento de discutir candidaturas deve ser no ano da eleição, permitindo que os gestores se concentrem em suas tarefas sem as pressões eleitorais. Com a convenção partidária em julho, a expectativa é que as peças do tabuleiro político baiano comecem a se encaixar nos próximos meses, definindo os rumos da disputa eleitoral.







