Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

MP investiga falhas na segurança e falta de dados sobre violência contra o público LGBT na Bahia

Inquérito aponta que o estado e a prefeitura de Salvador podem estar violando direitos por falta de protocolos e estatísticas claras.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
07 de maio, 2026 · 03:02 1 min de leitura

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um inquérito civil para investigar o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador por possíveis falhas sistemáticas na segurança pública voltada à população LGBTQIAPN+. A investigação foca na falta de protocolos de atendimento e na dificuldade de acesso a serviços básicos de proteção.

Publicidade

Um dos pontos centrais da investigação é o chamado "apagão de dados". Segundo a promotoria, a Polícia Civil da Bahia não tem fornecido informações essenciais, como estatísticas detalhadas sobre crimes de ódio e o andamento de inquéritos sobre assassinatos de pessoas trans e travestis.

A promotora Márcia Regina Ribeiro Teixeira destaca que essa falta de transparência impede a criação de estratégias eficientes para combater a violência. Sem números reais, o poder público não consegue enxergar a dimensão do problema e nem proteger quem mais precisa.

Dados de entidades sociais reforçam a gravidade da situação. O Grupo Gay da Bahia aponta o estado como líder em mortes violentas de LGBTs no Nordeste. Já a Antra revela que o Brasil é, pelo 16º ano seguido, o país que mais mata pessoas trans no mundo, com a Bahia figurando entre os cinco estados mais perigosos.

Publicidade

O inquérito também vai analisar se órgãos como a Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância (Decrin) e os centros de referência estão funcionando de forma articulada. O objetivo é garantir que o atendimento nas delegacias siga padrões de respeito à dignidade humana.

A investigação se baseia na Constituição Federal e em tratados internacionais que obrigam o Estado a garantir segurança para todos, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero. O MP agora aguarda respostas oficiais das gestões estadual e municipal.

Leia também