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Política

Mário Kertesz fala sobre amizade com ACM em entrevista

Mário Kertesz compartilha memórias da amizade com ACM e sua ajuda durante o golpe no Chile em entrevista ao Projeto Prisma.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
01 de dezembro, 2025 · 19:05 2 min de leitura
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O radialista baiano e ex-prefeito de Salvador, Mário Kertesz, compartilhou suas memórias sobre a proximidade com o ex-senador e governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM), em uma entrevista ao Projeto Prisma, realizada na última segunda-feira (1°). Kertesz, conhecido por suas afinidades esquerdistas, enfatizou que sua amizade com ACM não se baseava em divergências ideológicas, mas sim em um entendimento mútuo sobre o poder.

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Durante a conversa, Mário destacou a intimidade que compartilhava com o fundador do Carlismo. "Ele confidenciava para mim muitas coisas, nós tínhamos muita intimidade e ele me respeitava bastante. Ele sabia das minhas tendências", afirmou. O radialista relembrou um episódio marcante relacionado ao Golpe de Estado no Chile, em 11 de setembro de 1973, quando um amigo seu foi preso e ele recorreu ao governador em busca de ajuda.

Mário Kertesz recordou ter ido ao Palácio de Ondina, sede do governo baiano, onde, em uma conversa com ACM, explicou a situação do amigo preso, que vivia uma situação extrema sob o regime militar chileno. O ex-governador prontamente fez ligações ao Itamaraty, demonstrando que, mesmo com diferenças políticas, havia uma disposição para colaborar.

“Quando teve o golpe no Chile, um amigo meu foi preso. Ele mandou uma mensagem pedindo socorro. E eu fui lá em Ondina e disse: 'Governador, preciso falar com o senhor'”, relembrou Mário.

A relação deles, apesar das divergências ideológicas, funcionava de maneira positiva, refletindo a capacidade de ACM de manter laços. Kertesz ressaltou que ACM não se via apenas como um político, mas como um administrador que compreendia a importância do relacionamento com a imprensa.

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No final do relato, Kertesz exemplificou a natureza do líder baiano com uma observação de ACM: "Seu Mário, o dia que este país virar comunista, eu serei o maior líder comunista do país". Isso ilustra sua principal motivação: o poder. O radialista concluiu que para ACM, manter-se no poder exigia tanto habilidades políticas quanto administrativas, um fator que ele considerava essencial durante sua trajetória.

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