O deputado estadual e ex-jogador Marcone Amaral, que é candidato à presidência do Esporte Clube Vitória, não poupou críticas ao projeto da Arena Barradão. Ele conversou com o podcast Segue o Baba, do Globo Esporte, e chamou a iniciativa, apresentada recentemente pelo atual presidente Fábio Mota, de “frágil” e uma “cortina de fumaça” para o torcedor.
Para Marcone, a proposta de modernização do estádio carece de um ponto essencial: um investidor concreto. Ele destacou que o consórcio de empresas responsável pelo planejamento nunca construiu uma arena, apenas cuidou da administração de outras já prontas.
“O projeto, para mim, é um projeto frágil, uma cortina de fumaça. É um projeto onde não se apresentou um investidor. O consórcio de empresas que fizeram o planejamento nunca construiu uma Arena, apenas administraram as Arenas construídas. Então, na nossa opinião é um projeto que não vai sair do papel, é uma enganação para o torcedor”, disse Marcone Amaral.
O candidato apresentou sua própria visão para o futuro do Barradão e do clube. Ele acredita que a construção de uma nova arena precisa ser feita da forma correta, começando pela chegada de um investidor que assuma a gestão do patrimônio do Vitória por meio de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
- Primeiro passo: Trazer um investidor forte e implementar a SAF para gerenciar o patrimônio do clube.
- Foco principal: Montar um time competitivo que dê orgulho à torcida.
- Desenvolvimento: Fortalecer a divisão de base para revelar novos talentos.
- Compromisso: Respeitar o torcedor e resolver as dívidas do clube.
- Ordem das prioridades: Primeiro a SAF e só depois a Arena Barradão.
Além da arena, Marcone Amaral também direcionou suas críticas a uma decisão administrativa que, em sua opinião, foi a mais irresponsável na história do clube: a venda de 15% dos direitos comerciais de TV do Vitória para a LDU por um período de 50 anos.
“Na minha opinião, foi a maior irresponsabilidade da história administrativa do clube. O clube comprometeu 15% dos seus direitos comerciais por 50 anos. Isso é algo inadmissível. Nós não sabemos o mercado daqui a cinco anos, ou dez anos, qual valor estará. Imagina daqui a 50 anos”, criticou Marcone.
Ele vê a atitude como uma grande falta de planejamento e uma irresponsabilidade fiscal. Segundo Marcone, o dinheiro recebido por essa negociação não foi usado para quitar as dívidas urgentes do Vitória, mas sim para cobrir gastos resultantes de um planejamento falho, que incluiu a contratação de jogadores caros e que não renderam o esperado dentro de campo.
Para reverter essa situação, o deputado propõe ações imediatas. Ele quer rever o contrato com a LDU e realizar uma auditoria externa para ter um panorama claro da real situação financeira do Esporte Clube Vitória e do tamanho do “buraco” deixado pela atual diretoria.







