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Lula não anuncia ministro do STF após aposentadoria de Barroso

Após 30 dias da aposentadoria de Barroso, Lula ainda não anunciou o novo ministro do STF, aumentando as expectativas sobre a escolha.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
17 de novembro, 2025 · 13:09 1 min de leitura
Foto: Edu Mota / Brasília
Foto: Edu Mota / Brasília

Nesta segunda-feira (17), completaram-se 30 dias desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme publicado no Diário Oficial da União. O anúncio do substituto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inicialmente parecia iminente, ainda não foi realizado.

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Levantamento do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, aponta que Lula levou em média 23 dias para indicar novos ministros ao STF durante seus três mandatos. Até o momento, o presidente já nomeou dez ministros ao cargo, sendo que as indicações mais rápidas foram as de Ayres Brito e Eros Grau, que aconteceram em apenas quatro dias.

O recorde de demora na indicação de um novo integrante para o Supremo ocorreu no final de 2023, quando Lula levou 59 dias para nomear Flávio Dino como substituto da ministra Rosa Weber. Nesse mesmo ano, o presidente também se afastou da pressa, levando 51 dias para escolher Cristiano Zanin para a vaga deixada por Ricardo Lewandowski, um feito que quebrou o antigo recorde de 42 dias, estabelecido na indicação da ministra Cármen Lúcia em 2006.

Para a vaga deixada por Barroso, especula-se que a escolha de Lula recaia sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias, de acordo com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Contudo, a oficialização da indicação ainda não ocorreu, pois o presidente deseja discutir o assunto com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) antes de tomar uma decisão.

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Pacheco é considerado o nome mais aceito pelos senadores, conforme opinião do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas Lula parece preferir que Pacheco se candidate ao governo de Minas Gerais, com o objetivo de formar um palanque forte em 2026, dada a relevância do estado como o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.

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