Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Ligação com banco faz quase 50% dos brasileiros pedirem impeachment de Toffoli

Pesquisa revela que suspeitas de negócios com o Banco Master e seu dono abalaram a imagem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
21 de março, 2026 · 15:21 2 min de leitura

Uma pesquisa revelou o que muita gente anda comentando na rua: quase metade dos brasileiros, 49,3% para ser exato, defende o impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo é a suspeita de uma relação muito próxima dele com o Banco Master.

Publicidade

O levantamento, feito pela AtlasIntel para o jornal Estadão, também mostrou que outros 33,7% dos entrevistados acham que Toffoli só deveria sair se as acusações forem comprovadas. Apenas 12,8% disseram ser contra o afastamento do ministro.

Toda essa desconfiança vem de uma investigação da Polícia Federal que aponta ligações suspeitas entre o ministro e o dono do Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro. As suspeitas envolvem negócios e favores que colocam em xeque a imparcialidade de um juiz da mais alta corte.

Um dos pontos centrais da investigação é a venda de um resort da família de Toffoli. O negócio foi fechado com um fundo de investimento que, na prática, era controlado pelo cunhado do dono do banco. A PF está de olho nessa transação para entender se houve alguma irregularidade.

Publicidade

Além do negócio do resort, a polícia descobriu que o ministro viajou em um jatinho particular de Vorcaro para assistir à final da Libertadores em novembro do ano passado. Essa carona de luxo reforçou as suspeitas sobre a proximidade entre os dois.

O relatório da PF também cita telefonemas, convite para festa de aniversário e conversas sobre pagamentos ligados ao resort. Para os investigadores, esses fatos indicam uma relação de intimidade que não é comum entre um ministro do STF e um empresário investigado.

A pesquisa ouviu 2.090 pessoas em todo o Brasil entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que dá bastante credibilidade aos resultados apresentados.

Leia também