O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região determinou, nesta quinta-feira (9), que o governo federal retire o nome da montadora chinesa BYD da chamada 'lista suja' do trabalho escravo. A decisão liminar acontece apenas dois dias após a empresa ser incluída oficialmente na relação.
A polêmica começou com uma fiscalização realizada há um ano e meio nas obras da nova fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Na ocasião, auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgataram 163 trabalhadores chineses em condições consideradas precárias.
Segundo os relatórios da fiscalização, o grupo trabalhava em regime análogo à escravidão. Além das condições de trabalho, os auditores identificaram sinais de fraudes em documentos apresentados às autoridades de imigração, o que teria facilitado a entrada irregular desses estrangeiros no Brasil.
A BYD recorreu da inclusão na lista, que reúne empresas autuadas por submeter funcionários a situações degradantes. Com a nova decisão judicial, o nome da gigante dos carros elétricos deve ser removido até que o mérito da questão seja julgado em definitivo.







