O vereador de Paulo Afonso (BA) Paulo Tatu (PSDB) passou a responder a uma ação penal na Justiça Eleitoral após a aceitação de denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O parlamentar está em recuperação de uma cirurgia de hérnia.
A decisão é da juíza eleitoral Janaína Medeiros Lopes, da 181ª Zona Eleitoral. Proferida em 19 de dezembro de 2025, ela recebeu a denúncia em todos os seus termos e determinou a citação dos denunciados para apresentação de defesa no prazo de dez dias.
Conforme a denúncia assinada pela promotoria eleitoral, Paulo Tatu e uma segunda denunciada teriam atuado em conluio durante o período das eleições municipais de 2024, com o objetivo de oferecer e prometer vantagem financeira a eleitores em troca de votos — conduta descrita como corrupção eleitoral ativa.
Segundo o Ministério Público, o vereador teria articulado um esquema de compra de votos e utilizado uma intermediária como forma de execução do suposto ilícito. Ainda de acordo com a acusação, eleitores teriam sido contatados via WhatsApp e chamados para reuniões na residência da denunciada, onde teria sido prometido o pagamento de R$ 100 por eleitor após a confirmação do voto. Com 1.796 votos, Tatu foi o segundo vereador mais votado em 2024.
O MPE também aponta que os eleitores deveriam entregar os títulos eleitorais a representantes de campanha como forma de garantir o cumprimento do acordo. A investigação menciona que, mesmo com o cancelamento de uma das reuniões após vazamento de áudios, a conduta continuaria enquadrada por se tratar, segundo o entendimento citado, de crime formal, caracterizado com a oferta ou promessa de vantagem.








