O senador Jaques Wagner (PT) veio a público reforçar a importância do consenso e da união na formação da chapa governista para as duas vagas do Senado na Bahia. Segundo ele, o grupo político que começou a se formar em 2007 tem uma história de sucesso e crescimento, e é fundamental que essa coesão se mantenha firme.
Wagner explicou que as discussões em andamento envolvem vários pontos cruciais: a vaga do governador, as duas vagas de senador e a escolha dos suplentes. Para o senador, a maturidade e o bom senso serão essenciais para valorizar o que mais importa para o futuro da Bahia.
"Estamos discutindo, tem a vaga do governador, a vaga dos dois senadores, vaga de suplentes, e se a gente tiver bom senso e maturidade, der valor àquilo que mais importa, esse grupo que começou em 2007 só fez todo mundo crescer. Esse grupo é fértil, quem entra aqui dentro cresce, quem planta aqui dentro colhe", disse Wagner, destacando a força da aliança.
As conversas têm sido conduzidas de forma equilibrada, e Wagner não vê razões para divisões internas, mesmo com a disputa por vagas. "Não vejo motivo para trabalhar com cisão. É óbvio que há um aperto, três bons nomes para duas vagas, mas a gente vai resolver. O importante é que a Bahia leve, a partir do ano que vem, dois senadores de muita pujança, de muita segurança, para defender os interesses do povo baiano e do governo do presidente Lula", completou o senador, mirando no futuro e na representatividade.
Diálogo Constante e Negação de 'Racha'
O senador petista fez questão de mencionar que as negociações com os integrantes do PSD, como Otto Alencar, Ângelo Coronel e Diego Coronel, acontecem de forma contínua e sem interrupções. Ele frisou que a ideia de uma chapa com dois ex-governadores e um governador possui um grande peso político.
"Já tem muito tempo que a gente está amassando esse barro. Todo mundo reconhece que uma chapa com dois ex-governadores e um governador é uma chapa de muito peso político. Os três já estiveram juntos com Jerônimo [Rodrigues]. Quem está apostando em racha vai queimar a língua", afirmou Wagner, rebatendo as especulações sobre possíveis desentendimentos no grupo.
Além disso, Wagner foi categórico ao negar qualquer tipo de negociação que envolva a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) ou a família Coronel como condição para a composição da chapa ao Senado. Ele esclareceu que essas pautas não fazem parte das discussões para a formação da chapa majoritária.
"Nunca negociei, todas as conversas que tive não passaram por isso. A família até disse que não tem interesse em vice, e a presidência da Assembleia depende de uma eleição secreta dentro da Casa, no ano que vem, que será com uma composição diferente. Colocar isso na mesa é inócuo, não tem sentido. Vamos resolver essa questão dentro da chapa mesmo, sem mexer em outros cantos", pontuou Jaques Wagner, descartando a validade dessas especulações.







