A indústria da construção civil em Alagoas registrou R$ 4,9 bilhões em incorporações, obras e serviços ao longo de 2024, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento é da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), publicada anualmente desde 1990.
Apesar do volume bilionário, o resultado coloca Alagoas na 21ª posição entre as 27 unidades da federação, com participação de apenas 1,1% do total nacional. No recorte do Nordeste, o estado ficou na penúltima colocação regional, à frente somente de Sergipe. Bahia, Ceará e Pernambuco concentraram os maiores valores de incorporações, obras e serviços da construção na região.
Dentro do estado, o segmento que mais se destacou foi a construção de edifícios, responsável por R$ 2,4 bilhões — ou 48,6% do total gerado pela atividade. Em seguida vieram as obras de infraestrutura, com R$ 2,0 bilhões (40,2%), e os serviços especializados, com R$ 500 milhões (11,2%). Em 2024, as 607 empresas ativas da construção em Alagoas empregavam 24,2 mil pessoas e desembolsaram R$ 700 milhões em salários, retiradas e outras remunerações.
O contraste com a Bahia é expressivo. O valor das incorporações, obras e/ou serviços da construção na Bahia ficou em R$ 25,912 bilhões, o 5º maior do país e o líder do Norte-Nordeste, representando 5,6% do total nacional. Em 2024, havia 2.886 empresas da construção com 5 ou mais pessoas ocupadas atuando na Bahia, representando 4,1% do total do país e a maior concentração do Norte-Nordeste.
No cenário nacional, o setor da indústria da construção gerou, em 2024, um valor total de R$ 522,5 bilhões em incorporações, obras e serviços, reunindo 191 mil empresas e empregando 2,5 milhões de pessoas, com pagamento de R$ 95,6 bilhões em salários. A Região Sudeste concentrou a maior participação tanto no emprego quanto no valor gerado, respondendo por 50,0% do pessoal ocupado e 49,4% do valor total.
A Região Nordeste ocupou a segunda posição no valor gerado pela construção, com participação de 17,9%, seguida pela Região Sul, com 17,0%. Os investimentos públicos tiveram peso relevante no setor. Do total gerado pela indústria da construção, 33,0% tiveram como origem a demanda pelo setor público, chegando a quase metade (48,2%) no segmento de obras de infraestrutura.
Vale lembrar que a edição 2024 da PAIC marca o início de uma nova série histórica da pesquisa, por isso o IBGE não faz comparações com anos anteriores. A mudança da RAIS para o eSocial impactou o desenho amostral das pesquisas, e os dados coletados antes e depois dessas mudanças não são diretamente comparáveis, pois o universo de empresas e os critérios de seleção foram alterados. Para Alagoas, os resultados consideram apenas empresas com cinco ou mais pessoas ocupadas.







