O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), usou suas redes sociais nesta terça-feira (9) para criticar veementemente o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). A manifestação de Motta veio após Braga tentar ocupar a Mesa Diretora da Câmara, um ato que o presidente em exercício classificou como um "gesto autoritário" e um desrespeito à própria instituição.
A confusão começou quando Glauber Braga ocupou a Mesa Diretora em protesto. Ele buscava impedir a inclusão na pauta de votação da quarta-feira (10) do parecer do Conselho de Ética, que é favorável à sua cassação por quebra de decoro parlamentar. A Polícia Legislativa precisou intervir para retirar o deputado do local.
O parlamentar do PSOL alegou estar recebendo um tratamento diferente em comparação com Eduardo Bolsonaro (PL-SP). No caso de Bolsonaro, a cassação ocorreria por um ato administrativo, que, segundo ele, preservaria seus direitos políticos, algo que não aconteceria em sua situação. Esta diferença de tratamento é a base da indignação de Braga e motivou sua ação de protesto no Plenário.
"Quando o deputado Glauber Braga ocupa a cadeira da Presidência da Câmara para impedir o andamento dos trabalhos, ele não desrespeita o presidente em exercício. Ele desrespeita a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo", disse Hugo Motta.
Motta destacou que essa não é a primeira vez que Glauber Braga adota tal postura. Ele lembrou que o deputado já havia ocupado uma comissão em greve de fome por mais de uma semana, indicando uma reincidência em atos de protesto que, segundo o presidente da Câmara, desrespeitam o funcionamento das instituições.
"O agrupamento que se diz defensor da democracia, mas agride o funcionamento das instituições, vive da mesma lógica dos extremistas que tanto critica. O extremismo não tem lado porque, para o extremista, só existe um lado: o dele. Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político", completou Hugo Motta em sua crítica.
A fala de Motta, da Paraíba, ressalta a preocupação com a ordem e o respeito aos procedimentos legislativos dentro da Casa, defendendo que a democracia precisa ser protegida contra atos que ele considera intimidatórios e autoritários, mesmo quando mascarados como manifestações políticas.







