O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que vai se despedir do comando da pasta ainda em janeiro. A notícia foi dada em uma entrevista exclusiva à jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, que será transmitida em breve. Haddad destacou a importância de uma transição rápida para que o novo ministro possa assumir plenamente as rédeas do trabalho ao longo do ano.
Segundo a conversa com a jornalista, a pressa em definir o sucessor é para garantir a condução integral de tarefas cruciais, como a execução do Orçamento e a continuidade da política fiscal do país, pontos essenciais para a estabilidade econômica brasileira.
Quem pode ser o substituto de Haddad na Fazenda?
Embora Haddad não tenha confirmado um nome, ele deixou claro seu apoio ao secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan. O ministro expressou sua torcida pelo atual número dois da pasta, elogiando sua capacidade de diálogo e trânsito fácil na Esplanada dos Ministérios, uma característica que, segundo Haddad, também marcou sua própria gestão.
A data exata para sua saída ainda será definida em uma conversa direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa reunião será fundamental para alinhar os próximos passos e garantir uma transição suave.
Orçamento e situação fiscal em destaque
Na mesma entrevista, o ministro Fernando Haddad também abordou outros temas importantes. Ele minimizou os possíveis impactos políticos do veto presidencial a parte das emendas parlamentares no Orçamento de 2026. A sanção desse orçamento está prevista para ser publicada nesta quinta-feira (15).
“Essa medida não deve gerar dificuldades adicionais para o governo no Congresso”, afirmou Haddad, mostrando confiança na relação com os parlamentares.
Além disso, o ministro trouxe dados animadores sobre a economia, ressaltando que o déficit público foi reduzido em cerca de 70% desde que a atual gestão assumiu. Essa diminuição significa um alívio considerável para as contas do governo, indicando um cenário fiscal mais equilibrado.
A saída de Fernando Haddad da Fazenda, mesmo que esperada por alguns, marca um momento de transição importante para o governo, que busca manter a estabilidade econômica e a confiança dos mercados, com um sucessor à altura dos desafios.







