A proposta de fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho entraram na mira do setor produtivo baiano. Em reunião realizada nesta segunda-feira (13), a Associação Comercial da Bahia (ACB) alertou que a mudança pode encarecer produtos e serviços para o consumidor final.
O encontro contou com a presença dos deputados federais Adolfo Viana (PSDB) e Antonio Brito (PSD). A principal preocupação dos empresários é que a redução das horas trabalhadas, mantendo o mesmo salário, aumente os custos operacionais de forma que muitas empresas não consigam suportar.
Segundo a presidente da ACB, Isabela Suarez, a discussão vai além de garantir mais tempo livre ao trabalhador. Ela afirma que é preciso transparência sobre quem pagará a conta, já que o aumento de custos nas empresas reflete diretamente no poder de compra da população.
O setor industrial também demonstrou cautela. Carlos Henrique Passos, presidente da Fieb, destacou que o impacto pode ser ainda mais severo no Nordeste e para os pequenos empreendedores, que possuem menos fôlego financeiro para lidar com mudanças bruscas na carga horária.
Representando o comércio, o Sindilojas reforçou que o setor varejista já tentou negociar folgas extras, mas a medida se mostrou inviável para o funcionamento das lojas. A entidade defende a manutenção do padrão atual de 44 horas semanais para evitar o fechamento de postos de trabalho.
Os deputados presentes se comprometeram a levar o debate para o Congresso Nacional. Adolfo Viana afirmou que proporá audiências públicas para analisar os efeitos colaterais da medida, servindo como ponte entre os anseios dos empresários baianos e as decisões em Brasília.







