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Política

Empresários da Bahia querem diálogo em Salvador sobre fim da 6x1

Setor produtivo quer ser ouvido por Jaques Wagner, Otto Alencar e Angelo Coronel antes da votação no Senado

Redação ChicoSabeTudo
31 de agosto, 2026 · 13:50 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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Representantes do empresariado baiano cobraram, nesta segunda-feira (31), uma conversa direta com os três senadores do estado antes que eles decidam o voto sobre a mudança na escala 6x1. O movimento partiu de três entidades ligadas à economia local: Fecomércio-BA, Faeb e Fieb.

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Os parlamentares mencionados pelo setor são Jaques Wagner (PT), Otto Alencar (PSD) e Angelo Coronel (Republicanos). O texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e deve chegar ao plenário do Senado Federal nos próximos dias, ainda esta semana.

As entidades não concordam com o formato atual da proposta. Elas argumentam que o tema precisa de mais tempo de debate para que se compreendam os efeitos práticos sobre empresas e trabalhadores baianos.

Humberto Miranda, à frente da Faeb, defendeu que os três senadores organizem um encontro coletivo com representantes empresariais para conhecer as razões do setor antes de fechar posição. Segundo ele, essa escuta daria mais legitimidade à decisão dos parlamentares.

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Kelsor Fernandes, presidente da Fecomércio-BA, relatou dificuldade para conseguir esse contato. Na avaliação dele, existe receio dos senadores em se aproximar do tema por temor de repercussão negativa entre eleitores.

Carlos Henrique Passos, que preside a Fieb, pediu atenção ao impacto da mudança na renda e no cotidiano das pessoas. Para ele, boa parte da sociedade já percebe os efeitos da medida e reconhece que uma transição mais longa seria necessária.

Pelo texto da PEC, a jornada semanal cairia de 44 para 40 horas, com direito a dois dias de descanso pagos por semana. O teto diário de trabalho não muda: continua em oito horas.

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A implementação seria gradual. Nos primeiros 60 dias após a lei entrar em vigor, o limite semanal ficaria em 42 horas, já com os dois dias de descanso garantidos. A jornada só chegaria às 40 horas fixas depois de um ano de vigência da norma.

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