Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Deputada propõe lei que assegura reconstrução de mamas na rede estadual de saúde da Bahia

Bahia pode ter lei estadual para reconstrução mamária imediata e integral. Entenda como a proposta da ALBA pretende ampliar o atendimento às mulheres.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
03 de março, 2026 · 14:45 2 min de leitura
Imagem: ALBA
Imagem: ALBA

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) iniciou a análise de um Projeto de Lei que visa consolidar e expandir o acesso à cirurgia plástica reparadora de mama para pacientes atendidas pela rede estadual de saúde. De autoria da deputada Ivana Bastos (PSD), a proposta busca garantir que a reconstrução seja parte integrante do tratamento de mulheres que sofreram mutilação total ou parcial, independentemente da causa médica.

Publicidade

Atualmente, a legislação federal já assegura esse direito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para casos oncológicos, mas a proposta estadual pretende detalhar fluxos, ampliar as condições atendidas e garantir o acesso à informação desde o momento do diagnóstico.

Abrangência e ampliação do atendimento

Diferente do cenário atual, que foca primordialmente em pacientes oncológicas, o texto em tramitação estende o benefício para casos de mutilação decorrentes de diversas condições clínicas:

  • Câncer de mama;

  • Publicidade

    Infecções graves;

  • Traumas físicos;

  • Outras condições médicas que resultem em perda tecidual.

O projeto estabelece que a cirurgia deve ocorrer, preferencialmente, de forma imediata — no mesmo ato da mastectomia — desde que haja indicação médica e consentimento da paciente. Caso as condições clínicas não permitam a intervenção imediata, o Estado deve garantir o procedimento assim que o tratamento principal for concluído.

Etapas da reabilitação integral

A proposta define um protocolo de cuidado integral que vai além da reconstrução volumétrica da mama, incluindo procedimentos complementares e suporte terapêutico:

  • Simetrização: Intervenção na mama oposta para assegurar equilíbrio físico.

  • Complexo Aréolo-Mamilar: Reconstrução da aréola e do mamilo.

  • Micropigmentação: Procedimento para definição de cor e contorno.

  • Suporte Multidisciplinar: Acesso a sessões de fisioterapia de reabilitação e acompanhamento psicológico especializado durante todo o processo.

Transparência e direito à onformação

Um dos pilares do projeto é a obrigatoriedade da informação clara. O texto determina que as equipes médicas registrem formalmente que a paciente foi orientada sobre o direito à reconstrução no momento do diagnóstico ou da indicação cirúrgica.

De acordo com a justificativa da deputada Ivana Bastos, a reconstrução não deve ser vista como um procedimento meramente estético, mas como uma etapa fundamental para a reabilitação da paciente e para o sucesso do tratamento oncológico.

Contexto e estatísticas

Dados citados no projeto, baseados em estudos do mastologista Ruffo Freitas-Júnior, indicam um crescimento na realização do procedimento no Brasil. Entre 2008 e 2014, a taxa de reconstrução mamária subiu de 15% para quase 30% dos casos atendidos pelo SUS, considerando intervenções imediatas e tardias.

Na Bahia, unidades como o Hospital da Mulher, em Salvador, já oferecem o serviço para pacientes que realizam o tratamento oncológico na unidade. A aprovação da lei criaria um marco regulatório estadual, padronizando o atendimento em todas as unidades próprias e conveniadas do estado.

O Projeto de Lei segue em análise pelas comissões da ALBA. Não há, até o momento, uma data definida para a votação em plenário.

Galeria · 1 imagem1 / 1
 Imagem: Camila Souza/GOVBA
Imagem: Camila Souza/GOVBA

Leia também