O governo federal oficializou a demissão de Gilberto Weller da presidência do INSS nesta segunda-feira (13). A decisão acontece em um momento crítico, onde a fila de espera por benefícios previdenciários soma 2,7 milhões de pedidos em análise, número bem distante da promessa de zerar o passivo feita pelo presidente Lula em 2023.
Para o lugar de Weller, foi nomeada Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira que ocupava a secretaria executiva adjunta do Ministério da Previdência. A troca ocorre após desentendimentos entre o antigo gestor e o ministro Wolney Queiroz, agravados pelo fato de a fila ter chegado a bater o recorde histórico de 3,1 milhões de requerimentos recentemente.
A demora na concessão de aposentadorias e auxílios acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto. O governo teme que o acúmulo de pedidos sem resposta prejudique o desempenho de aliados nas eleições deste ano, já que a promessa de campanha era normalizar o atendimento em todo o país.
Em 2023, o presidente Lula chegou a afirmar que, se o problema fosse falta de funcionários, o governo contrataria, e se fosse falta de competência, trocaria a gestão. Na época, a fila era de 1,9 milhão de pessoas. Mesmo com a criação de programas de pagamentos extras para servidores e a sanção de leis para acelerar as perícias, o volume de processos pendentes voltou a subir.
Entre as medidas tentadas para desafogar o sistema, o governo autorizou o uso de atestados médicos para substituir perícias presenciais em alguns casos e instituiu bônus de produtividade para funcionários do órgão. No entanto, os resultados práticos ainda não foram suficientes para dar conta da alta demanda nacional.
Agora, a nova gestão assume com a pressão de entregar resultados imediatos. O cidadão que aguarda por perícias médicas e benefícios como auxílio-maternidade e aposentadoria continua enfrentando prazos longos, enquanto o governo tenta reorganizar a casa para evitar um desgaste político ainda maior.







