Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

CEOs de Tech Repudiam Ações do ICE Após Mortes em Minneapolis

Líderes da Apple, OpenAI e Anthropic manifestam repúdio às ações do ICE em Minneapolis, nos EUA, após mortes. A pressão de funcionários por ética e o diálogo com a Casa Branca marcam o debate sobre imigração.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
28 de janeiro, 2026 · 12:31 3 min de leitura
Da esquerda para a direita: CEOs da Apple, Tim Cook; da OpenAI, Sam Altman; e da Anthropic, Dario Amodei (Imagem: John Gress Media Inc e jamesonwu1972 - Shutterstock / TechCrunch)
Da esquerda para a direita: CEOs da Apple, Tim Cook; da OpenAI, Sam Altman; e da Anthropic, Dario Amodei (Imagem: John Gress Media Inc e jamesonwu1972 - Shutterstock / TechCrunch)

Grandes nomes da tecnologia, como os líderes da Apple, OpenAI e Anthropic, levantaram suas vozes para criticar as recentes operações da agência de imigração dos EUA, o ICE (Immigration and Customs Enforcement). A indignação veio à tona depois que agentes federais mataram o enfermeiro Alex Pretti e outro manifestante durante ações em Minneapolis, no estado de Minnesota, nos EUA.

Publicidade

Essa postura firme dos executivos não é por acaso. Ela acontece em meio a uma forte pressão interna de seus próprios funcionários. Esses trabalhadores estão pedindo duas coisas principais: o fim dos contratos de tecnologia que suas empresas mantêm com o ICE e que seus chefes usem sua influência política para retirar os agentes federais de áreas residenciais.

Líderes de tecnologia entre a ética e os negócios

A preocupação é real: muitos temem que as ferramentas e tecnologias que eles ajudam a criar possam ser usadas para promover a violência. Essa discussão já causou divisões significativas dentro de empresas gigantes como Palantir e Google, onde os times questionam o apoio do setor ao policiamento de imigração.

Os CEOs Sam Altman (OpenAI, empresa por trás do famoso ChatGPT), Tim Cook (Apple) e Dario Amodei (Anthropic, criadora do Claude) não ficaram calados diante dos acontecimentos. Embora suas empresas tenham crescido também durante o governo de Donald Trump, agora eles precisam responder às demandas éticas de suas equipes.

Publicidade

Sam Altman, da OpenAI, deixou claro em uma mensagem interna que a agência “está indo longe demais”. Ele argumentou que é preciso separar a deportação de criminosos das ações mais recentes, embora, segundo o New York Times, tenha elogiado Donald Trump como um “líder muito forte”.

Já Tim Cook, da Apple, enviou um comunicado pedindo calma à sua equipe e revelou que conversou pessoalmente com o então presidente para tentar diminuir a tensão. Cook chegou a ser criticado por participar de um evento na Casa Branca com a primeira-dama Melania Trump na mesma noite de um dos tiroteios em Minneapolis.

Dario Amodei, da Anthropic, fez questão de ressaltar que sua empresa não possui contratos com o ICE. Ele usou suas redes sociais para descrever as mortes como um “horror” e defendeu que os valores democráticos precisam ser protegidos dentro do país.

Reação do governo Trump e o futuro da relação tech-ICE

Em resposta a toda essa pressão, o governo Trump anunciou uma mudança importante no comando das operações em Minnesota. O presidente enviou Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira”, para assumir o controle no lugar do comandante anterior. Essa decisão veio depois que mais de 60 CEOs de grandes empresas assinaram um pedido formal por uma trégua e após o grupo de funcionários ICEout.tech reunir centenas de nomes de empresas como Meta e Amazon em um movimento contra a agência.

A situação também gerou debates entre investidores. Enquanto alguns, como Keith Rabois, defenderam as ações policiais, outros, como Vinod Khosla, fundador da Khosla Ventures, posicionaram-se contra. Agora, o mercado e os funcionários aguardam para ver se os CEOs de tecnologia realmente cancelarão contratos com o ICE ou se essas críticas foram apenas declarações públicas.

Leia também