O Governo da Bahia apresentou nesta sexta-feira (12) uma ferramenta inovadora para fortalecer o combate à violência contra a mulher: o “Baralho Lilás”. A iniciativa, que é inédita no Brasil, visa expor e auxiliar na localização de foragidos da Justiça que cometeram crimes de gênero em diversas regiões do estado.
A solenidade de lançamento aconteceu no Centro de Operações e Inteligência (COI), no CAB, em Salvador, na Bahia. O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, e da secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, reforçando o compromisso do estado com a segurança feminina.
Como funciona o 'Baralho Lilás'
O “Baralho Lilás” é, na verdade, um catálogo digital que reúne informações de 16 indivíduos procurados pela Justiça por crimes praticados contra mulheres. Os foragidos são de diferentes localidades, incluindo Salvador, a Região Metropolitana (RMS) e várias cidades do interior do estado. As “cartas” com os perfis desses criminosos ficarão disponíveis na internet, permitindo que qualquer cidadão possa ter acesso e, se reconhecer alguém, colaborar com as autoridades.
A participação da população é fundamental para o sucesso da iniciativa. As denúncias podem ser feitas de forma anônima e segura através do Disque Denúncia 181, serviço da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Essa é mais uma forma de a comunidade se engajar na luta contra a violência, ajudando a tirar esses agressores das ruas.
“Ampliamos a rede de combate à violência de gênero com a transformação da Operação Ronda Maria da Penha da Polícia Militar no Batalhão de Proteção à Mulher, com aumento do efetivo e dos recursos, e também com a criação do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) na Polícia Civil,” destacou o secretário Marcelo Werner.
Além do “Baralho Lilás”, o secretário Werner ressaltou outras importantes ações realizadas nos últimos anos. Nos últimos três anos, por exemplo, foram inauguradas 20 Delegacias e Núcleos Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs e NEAMs), além das chamadas Salas Lilás. Essas estruturas são cruciais para oferecer um acolhimento especializado e humanizado às vítimas de violência.
Tipos de crimes e abrangência
Os 16 foragidos apresentados no “Baralho Lilás” são procurados por uma série de crimes graves que impactam a vida das mulheres baianas. Entre os delitos estão estupro (com registros em Campo Formoso, Camaçari, Ilhéus, Mata de São João e Salvador), tentativa de feminicídio (Valença), violência doméstica (Valença e Salvador), tentativa de estupro de vulnerável (Feira de Santana), tentativa de estupro (São Gonçalo dos Campos), lesão corporal (Valença), ameaça e estupro (Salvador), e roubo e estupro (Salvador).
Essa diversidade de crimes e a ampla abrangência geográfica do projeto demonstram a complexidade do problema da violência de gênero e a necessidade de ferramentas integradas e da colaboração de todos para garantir um ambiente mais seguro para as mulheres em toda a Bahia.







