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Política

Após crise com prisão de ex-presidente, Câmara de Lauro de Freitas tem novo comando

Vereador Nilton Sapucaia (União Brasil) foi escolhido por unanimidade em sessão extraordinária realizada no sábado, um dia após a renúncia de Juca, que está preso por acusação de violência doméstica.

Redação ChicoSabeTudo
12 de julho, 2026 · 16:51 2 min de leitura
Vereador Sapucaia, novo presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas
Vereador Sapucaia, novo presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas

A Câmara Municipal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, encerrou neste sábado (11) uma crise institucional que se arrastava desde o fim de junho. Em sessão extraordinária, o vereador Sapucaia foi eleito por unanimidade o novo presidente da Casa, após o vereador Juca renunciar ao cargo de presidente da Mesa Diretora na sexta-feira (10).

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O vereador Nilton Sapucaia Costa Júnior, do União Brasil, foi eleito para o cargo na eleição realizada durante a sessão extraordinária. Aliado da prefeita Débora Regis, Sapucaia fica na presidência até o dia 31 de dezembro de 2026.

Os parlamentares alegaram que a pressa na escolha do novo presidente se justifica pela necessidade de recompor imediatamente a presidência da Casa, garantindo a continuidade dos trabalhos legislativos e administrativos.

O contexto que levou à eleição foi marcado por tumulto. Juca estava afastado do cargo após ser preso, no dia 26 de junho, acusado de agredir a namorada em um bar no bairro da Pituba, em Salvador. Segundo informações da ocorrência, o vereador também resistiu à prisão e desacatou policiais militares da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar que atenderam ao chamado.

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Os ataques foram denunciados à Polícia Civil por clientes e funcionários presentes no estabelecimento. Além das agressões contra a namorada, o parlamentar também foi acusado de ameaçar de morte um funcionário do bar e promover um tumulto no local, quebrando diversos objetos do estabelecimento.

O juiz plantonista Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias de Salvador, converteu em preventiva a prisão em flagrante do vereador. A decisão foi expedida no domingo (28) de junho. Durante a audiência de custódia, o Ministério Público do Estado da Bahia apresentou parecer pela manutenção da prisão para preservação da ordem pública.

Com a prisão preventiva mantida, a saída formal da presidência era questão de tempo. A renúncia foi formalizada por meio de uma carta enviada aos demais integrantes da Mesa. Na carta, Juca não comentou o mérito da investigação, afirmou que o caso segue sendo apurado pela Justiça e negou que a renúncia tenha relação com o episódio, declarando a decisão como tomada de forma "consciente, livre e voluntária" e de caráter "irrevogável e irretratável".

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De acordo com Juca, a decisão foi tomada para preservar a normalidade institucional, a estabilidade administrativa e o regular funcionamento dos trabalhos da Câmara Municipal. O vereador garantiu ainda que a renúncia não representa o reconhecimento de qualquer irregularidade e classificou a medida como uma demonstração de compromisso com o interesse público.

O presidente interino, vereador Almir Santos, tentou permanecer no cargo, mas foi barrado pela maioria dos edis. Com a eleição de Sapucaia, a Casa Legislativa busca retomar o ritmo normal de suas atividades até o fim do mandato da atual Mesa Diretora.

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