O influenciador digital Maxsuwell Celso Rodrigues, conhecido como "Vovozona" e famoso por participações no reality Rancho do Maia, será levado a júri popular junto com o policial militar Ronei da Silva Santos, lotado na Bahia. Os dois respondem por tentativa de homicídio qualificado após um incidente em uma festa realizada em Igreja Nova, no interior de Alagoas, em abril de 2024.
De acordo com informações divulgadas pelo portal TNH1, a confusão começou com um "esbarrão" entre frequentadores do evento. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), Vovozona teria instigado um de seus seguranças, que é policial militar na Bahia, a atacar um homem durante a confusão. A expressão "Vá buscar o brinquedo" teria sido repetida pelo influenciador ao policial, em referência a uma arma de fogo.
Em seguida, Ronei da Silva Santos teria sacado uma pistola calibre 9 milímetros e efetuado disparos. Um dos tiros atingiu a vítima na região do abdômen. A juíza Patrícia Siqueira de Freitas Curvelo, da Vara do Único Ofício de Igreja Nova, avaliou que há elementos suficientes para sustentar a tese de instigação por parte do influenciador e determinou que ele também fosse pronunciado ao Tribunal do Júri.
Maxsuwell Celso Rodrigues ganhou notoriedade por suas aparições no Rancho do Maia, espaço frequentado pelo influenciador Carlinhos Maia e seu círculo de amigos, e se autointitulava "personagem do Carlinhos", compartilhando momentos do convívio com o grupo. Antes de se tornar uma figura pública, Vovozona trabalhava como motorista de van de transporte intermunicipal, profissão que o levou a conhecer Carlinhos Maia e Lucas Guimarães, abrindo caminho para sua ascensão digital.
O caso do júri popular não é o único problema judicial do influenciador. Em abril de 2025, Maxsuwell foi preso durante a Operação Epílogo, no município de Penedo, no Baixo São Francisco de Alagoas. A ação policial teve o objetivo de combater uma organização criminosa envolvida em tráfico de armas e drogas e homicídios. Segundo as investigações, "Vovozona" se aproveitava da influência no mundo digital para participar de festas e, dentro desses eventos, realizava o fornecimento de drogas.
Na investigação, o telefone de "Vovozona" chegou a ser grampeado e, segundo a polícia, ele atuou em algumas situações como interlocutor no processo de venda de drogas. Em um dos casos, teria lucrado R$ 1.300 com a venda de meio quilo de entorpecente. A Operação Epílogo cumpriu 32 mandados de prisão e 86 de busca e apreensão em cinco estados, incluindo Alagoas, São Paulo, Goiás, Sergipe e Bahia.
A Justiça concedeu habeas corpus ao influenciador e ele deixou a prisão após passar mais de 40 dias detido. Mesmo em liberdade, Maxsuwell segue com as restrições impostas pela Justiça e acumula agora dois processos criminais em andamento: o referente ao tráfico e o que o levará ao banco dos réus do Tribunal do Júri. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos acusados.







