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Polícia

Vídeo flagra vendedor trocando conhaque por uísque no Itapedro; clientes passaram mal e PM prendeu suspeito

Imagens gravadas por testemunha mostram comerciante misturando bebidas em garrafa de marca conhecida durante o maior São Pedro da Bahia, em Itabuna

Redação ChicoSabeTudo
30 de junho, 2026 · 06:45 2 min de leitura
Garrafa de uísque e garrafa de conhaque sobre mesa, representando adulteração de bebidas alcoólicas
Garrafa de uísque e garrafa de conhaque sobre mesa, representando adulteração de bebidas alcoólicas

Um vendedor ambulante foi preso em flagrante na madrugada de segunda-feira (29) durante o Itapedro, a tradicional festa de São Pedro realizada em Itabuna, no sul da Bahia. O motivo: ele estava adulterando bebidas alcoólicas na própria barraca, e uma testemunha registrou tudo em vídeo.

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Nas imagens, que viralizaram nas redes sociais, o homem aparece transferindo um líquido de uma garrafa de conhaque para outra de uma famosa marca de uísque, usando uma garrafa de plástico para auxiliar o enchimento do recipiente vazio.

Apesar do flagrante em vídeo, foi a reação dos próprios consumidores que levou os policiais até o suspeito. Foram denúncias de clientes que passaram mal após consumirem na barraca do suspeito que levaram os policiais ao local. As vítimas pertenciam a grupos distintos e buscaram o Samu com os mesmos sintomas.

Após o flagrante, o homem e as garrafas com bebidas foram encaminhados para a delegacia da cidade, onde o caso foi registrado. A investigação buscará esclarecer qual substância foi usada na adulteração. O comerciante segue à disposição da Justiça.

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O Itapedro é um dos maiores festejos juninos do Brasil. O esquema especial de segurança montado para a festa contou com 1,5 mil policiais e bombeiros. Apesar do reforço, o episódio da bebida adulterada chamou atenção e acendeu um alerta entre os foliões que ainda estavam no evento.

O crime de adulterar bebidas tem peso considerável na legislação brasileira. A falsificação ou adulteração de bebida alcoólica está prevista no artigo 272 do Código Penal e é classificada como crime contra a saúde pública. A lei busca proteger a vida e a saúde da coletividade, punindo severamente quem adultera ou comercializa produtos que podem causar danos aos consumidores. A pena para essa prática é de 4 a 8 anos de reclusão, além de multa — e a mesma sanção se aplica a quem vende ou distribui a bebida adulterada.

O tema ganhou ainda mais urgência no cenário nacional recentemente. A falsificação ou alteração de bebidas passou a ser considerada crime hediondo caso resulte em morte ou lesão corporal grave, conforme texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Para os casos em que o consumidor venha a morrer, aplica-se reclusão de 5 a 15 anos.

A Polícia Civil de Itabuna deu início às investigações para identificar qual substância estava presente nas bebidas apreendidas. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades.

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