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Polícia

Venezuela prende jornalistas e busca envolvidos em suposto ataque dos EUA

Governo interino da Venezuela ordena prisão de suspeitos de ataque dos EUA. Sindicato denuncia 14 jornalistas detidos no país. Maduro, detido nos EUA, se diz inocente.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
05 de janeiro, 2026 · 23:48 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Governo da Venezuela
Foto: Reprodução / Governo da Venezuela

A Venezuela vive dias de tensão com o novo governo interino comandado por Delcy Rodríguez. Nesta segunda-feira (5), a presidente interina anunciou uma medida dura: as forças de segurança foram mandadas para procurar e prender imediatamente qualquer pessoa suspeita de ter apoiado ou participado do ataque armado que os Estados Unidos teriam feito contra o país.

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Essa ordem, que já estava em um decreto desde o último sábado (3), só foi divulgada oficialmente agora. A data do decreto coincide com o dia em que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido sequestrados por militares norte-americanos.

Jornalistas na mira do governo

Em meio a esse cenário, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela fez um alerta grave. A entidade denunciou que pelo menos 14 jornalistas foram presos no país. Desses, 11 trabalham para veículos de comunicação ou agências de notícias de fora da Venezuela, e um para uma empresa nacional.

O sindicato informou que dez desses profissionais ainda continuam atrás das grades e exigiu que todos sejam soltos imediatamente. Muitas dessas prisões teriam acontecido dentro e nos arredores da Assembleia Nacional, justamente durante a sessão de posse de Delcy Rodríguez como presidente interina.

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"Não há possibilidade de avanço em direção a uma transição democrática enquanto persistirem restrições à liberdade de imprensa."

Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela

Ainda segundo a entidade, o governo também teria bloqueado mais de 60 veículos de comunicação no país. O sindicato é enfático ao afirmar que não tem como existir uma transição democrática de verdade enquanto a liberdade de imprensa estiver sob ataque.

Maduro nos EUA e preocupação da ONU

Enquanto o governo interino venezuelano apertava o cerco contra supostos opositores, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estavam em Nova York, nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, eles passaram por uma audiência de custódia em um tribunal. Durante a sessão, Maduro se declarou inocente de todas as acusações feitas pelo governo norte-americano.

Maduro e Cilia Flores foram retirados à força da Venezuela depois de um ataque militar dos Estados Unidos à capital Caracas, na madrugada do último sábado. Ele foi levado de navio para Nova York e, desde então, está detido em uma prisão federal no bairro do Brooklyn.

O caso ganhou repercussão internacional e foi tema de uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, expressou sua profunda preocupação com a operação militar de 3 de janeiro e ressaltou que as regras do direito internacional não teriam sido respeitadas.

As autoridades dos Estados Unidos acusam Maduro e Cilia Flores de comandarem um governo ilegítimo e corrupto. As denúncias incluem envolvimento com narcoterrorismo, conspiração para tráfico internacional de cocaína, posse de metralhadoras e explosivos, além de conspiração para usar essas armas.

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