A angústia da família de Mauro Lúcio da Silva, de 55 anos, completou um ano neste sábado (4). O romeiro, que saiu de Viçosa, em Minas Gerais, para uma excursão religiosa em Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, desapareceu sem deixar rastros e até hoje o paradeiro dele é um mistério para os parentes.
O grupo chegou ao destino no dia 3 de abril de 2024, mas Mauro não retornou para o hotel no dia seguinte. As buscas oficiais começaram logo em seguida, mobilizando as autoridades locais, porém, após doze meses, nenhuma pista concreta sobre a localização do homem foi encontrada.
De acordo com relatos da nora do romeiro, Joseane Cristina Ramos, Mauro começou a apresentar sinais de desorientação ainda durante o trajeto da viagem. Apesar do comportamento estranho relatado por companheiros de excursão, a família afirma que ele não tinha problemas de saúde conhecidos nem tomava medicamentos controlados.
As investigações da Polícia Civil indicam que Mauro passou pouco tempo na cidade. Inicialmente, acreditava-se que ele pudesse ter se perdido nas grutas ou no Morro do Bom Jesus, ponto tradicional de peregrinação, mas imagens de câmeras de segurança descartaram essa hipótese.
Os vídeos analisados pelos investigadores mostraram o romeiro caminhando por ruas da cidade em uma direção totalmente oposta ao morro. As buscas intensas na região duraram cerca de um mês, mas foram encerradas sem sucesso após o esgotamento das pistas iniciais.
Para a família, o silêncio de um ano é torturante. Sem novas informações ou avistamentos confirmados, os parentes continuam apelando por qualquer detalhe que possa levar ao paradeiro de Mauro Lúcio, mantendo viva a esperança de entender o que aconteceu naquele mês de abril.







