Uma brincadeira que pode custar vidas. Em 2025, o tempo perdido com trotes para os números de emergência na Bahia poderia ter sido usado para atender 57 mil ocorrências reais. Foram 115 mil chamadas falsas que deixaram as linhas ocupadas por mais de 4 mil horas.
E o problema continua firme em 2026. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), só em janeiro e fevereiro, foram registrados mais de 18,9 mil trotes. Isso significa que uma a cada dez ligações para o 190, 193 e 197 foi uma chamada falsa, atrapalhando o serviço.
O tenente-coronel Luciano Jorge, da SSP, alerta para o perigo. Quando alguém liga para passar um trote, uma pessoa que está sofrendo um acidente, um assalto ou precisando de socorro médico urgente pode não conseguir ser atendida a tempo.
O perfil de quem faz as ligações varia com o horário. Durante o dia, principalmente nas férias escolares, a maioria dos trotes é feita por crianças e adolescentes. A situação muda à noite, quando as chamadas falsas partem de adultos, muitas vezes com conversas impróprias e até assédio aos atendentes.
É importante lembrar que passar trote para serviços de emergência não é só uma atitude irresponsável, é crime previsto no Código Penal. Quem for pego pode responder na Justiça pelo ato.
A SSP reforça o apelo para que a população use os canais de emergência com responsabilidade. Cada chamada falsa é um risco para alguém que realmente precisa de ajuda da polícia, dos bombeiros ou da polícia civil.







