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Polícia

Toffoli recua e deixa decisão de acareação para PF em caso Banco Master

Ministro Dias Toffoli mudou de ideia e a Polícia Federal vai decidir se faz acareação entre Daniel Vorcaro e outros envolvidos na investigação do Banco Master.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
29 de dezembro, 2025 · 23:22 2 min de leitura
Foto: Divulgação / Banco Master
Foto: Divulgação / Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudou de ideia e deixou para a Polícia Federal (PF) a decisão de fazer ou não uma acareação no inquérito sobre a suposta venda irregular do Banco Master. A expectativa é que interrogatórios importantes aconteçam já nesta terça-feira (30), envolvendo figuras-chave no caso.

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A PF vai ouvir o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que controlava o Banco Master, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. É importante destacar que Ailton de Aquino Santos, do Banco Central, não é considerado um investigado neste processo.

Mas o que é uma acareação?

Uma acareação é um procedimento usado para esclarecer pontos divergentes entre depoimentos. Imagina que duas pessoas contam uma história sobre o mesmo evento, mas com detalhes diferentes. A acareação coloca essas pessoas frente a frente para que as contradições possam ser melhor entendidas, ajudando a polícia a chegar mais perto da verdade antes que um juiz tome uma decisão.

Inicialmente, Toffoli, que é o relator do caso no STF, tinha determinado que a acareação aconteceria. Contudo, na segunda-feira (29), ele voltou atrás. A nova orientação é que a própria delegada da PF responsável pela investigação, depois de coletar os depoimentos de cada um, avalie se é realmente necessário promover esse confronto.

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O ministro explicou que, mesmo com algumas informações já conflitantes no processo, é melhor que cada um preste seu depoimento individual primeiro. Assim, a polícia consegue identificar de forma mais clara onde estão as contradições 'objetivas' que poderiam justificar uma acareação.

O escândalo do Banco Master

Este caso gira em torno de uma tentativa supostamente irregular de vender o Banco Master. A investigação aponta que a instituição teria forjado e vendido, antes mesmo de o negócio ser oficializado, cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB. Desse total, R$ 6,7 bilhões seriam de contratos falsos, e outros R$ 5,5 bilhões foram chamados de "prêmios", que é um valor extra, tipo um bônus, adicionado à suposta carteira.

O escândalo teve consequências sérias: o Banco Master foi liquidado em 18 de novembro, e Daniel Vorcaro chegou a ser preso por 12 dias. Hoje, ele responde às investigações em liberdade, mas com o uso de uma tornozeleira eletrônica.

As informações desta matéria foram obtidas da Folha de São Paulo.

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