A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (30) um suspeito em flagrante durante a Operação Guardião Digital XIII, deflagrada em João Pessoa, na Paraíba. A ação teve como alvo o armazenamento de imagens e vídeos com cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Estadual da Paraíba. A operação também incluiu a determinação judicial de quebra do sigilo telemático do investigado, medida que permite o acesso a dados eletrônicos como parte das diligências.
No decorrer das buscas, o suspeito foi detido em flagrante por armazenar material de exploração sexual infantojuvenil. A prisão ocorreu no próprio local onde o mandado foi cumprido, na capital paraibana.
A ação desta terça faz parte de uma série de operações que a PF tem realizado de forma contínua no estado. Em maio, a corporação deflagrou duas operações simultâneas na Paraíba, denominadas Cloud Locker e Guardião Digital XI, com foco no cumprimento de mandados judiciais relacionados ao armazenamento de imagens de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
As investigações, em diversas dessas operações, têm início a partir de relatórios enviados pelo National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC), entidade norte-americana que recebe comunicações sobre possíveis crimes de exploração sexual infantojuvenil em plataformas digitais.
O esforço na Paraíba está alinhado com o cenário nacional. Em abril, a PF deflagrou a Operação Nacional Proteção Integral IV, para cumprimento simultâneo de 159 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação e 17 de prisão preventiva, com foco na identificação e na prisão de autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Só em 2026, a Polícia Federal, por meio de Grupos de Capturas, já cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais.
A PF também chama atenção para o uso correto da linguagem ao tratar esses crimes. Embora o termo "pornografia" ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual contra crianças e adolescentes", por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.
A corporação orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, canal nacional de proteção a crianças e adolescentes.







