Um homem que sofreu queimaduras graves em cerca de 50% do corpo ao tentar furtar cabos de fiação elétrica na Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros permanece internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), em Aracaju. O caso ocorreu na noite do dia 23 de junho de 2026, véspera de São João.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES), o paciente foi avaliado pelas equipes médicas e está sob os cuidados da equipe multidisciplinar da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Huse. O estado de saúde dele não foi detalhado publicamente.
Dois homens foram flagrados por câmeras de monitoramento tentando furtar cabos na estrutura. Durante a ação, houve um curto-circuito seguido de explosão. A tentativa foi flagrada pelo videomonitoramento da Muralha Digital do município de Barra dos Coqueiros.
Um dos homens ficou gravemente ferido com queimaduras em 50% do corpo. Mesmo ferido, ele caminhou até o hospital do município, onde recebeu os primeiros atendimentos. Em seguida, foi transferido para o Huse, em Aracaju, onde segue internado. Já o segundo suspeito não teve informações sobre seu paradeiro divulgadas.
A Ponte Construtor João Alves — nome oficial da estrutura — é uma das principais ligações viárias entre a capital sergipana e o litoral norte do estado. O furto de cabos em estruturas públicas é um problema recorrente em Sergipe. Em episódio registrado anteriormente, uma tentativa do tipo causou interrupção no fornecimento de energia na Barra dos Coqueiros e em duas ruas do bairro Industrial, em Aracaju.
O crime de furto de infraestrutura elétrica passou a ter punições mais severas no Brasil. O presidente Lula sancionou a Lei 15.181/2025, que aumenta as penas para crimes de furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos usados na distribuição e transmissão de energia. Com a nova legislação, o furto desses materiais é considerado crime qualificado, com pena de dois a oito anos de prisão, além de multa.
O mercado ilegal formado pelo escoamento desse tipo de material movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano no Brasil. Os infratores geralmente vendem o material furtado no mercado clandestino com o objetivo de obter valor pelo cobre e outros elementos presentes nos cabos.
Além das perdas financeiras, o crime representa risco iminente de acidentes graves, como descargas elétricas, explosões ou incêndios nas áreas afetadas. O caso na ponte sergipana é um exemplo concreto desse perigo: a ação terminou com um homem em estado grave, internado em unidade especializada para grandes queimados.







