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Polícia

STF mantém prisões de investigados por grilagem em Feira de Santana

STF mantém prisões de ex-vereador e mais dois investigados por grilagem de terras e fraudes em Feira de Santana, na Bahia. Decisão foi do ministro Nunes Marques.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de fevereiro, 2026 · 16:47 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter as prisões de três pessoas que estão sendo investigadas em uma grande operação policial. O caso, conhecido como Operação Sinete, apura crimes graves como grilagem de terras e fraudes em cartórios na cidade de Feira de Santana, na Bahia.

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A decisão foi do ministro Nunes Marques, que negou os pedidos de habeas corpus feitos pelas defesas dos investigados. Isso significa que, por enquanto, eles continuam presos preventivamente.

Quem está envolvido e do que são acusados?

Entre os nomes citados na investigação estão Livia Cajado de Figueiredo Cosmo, Luanda Cajado de Figueiredo Carvalho e Oyama de Figueiredo. Este último é uma figura conhecida em Feira de Santana, já que foi vereador e presidente da Câmara Municipal.

A investigação aponta que o trio faria parte de uma organização criminosa. Eles são suspeitos de cometer uma série de crimes, incluindo corrupção (tanto ativa quanto passiva), falsificação e uso de documentos públicos falsos. Um dos pontos mais graves é o "esbulho possessório", que nada mais é do que tomar a posse de uma terra ou imóvel à força, muitas vezes usando documentos falsos para registrar a propriedade como se fosse sua – a famosa grilagem de terras.

A jornada jurídica até o STF

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Tudo começou na Bahia, onde a investigação levou à prisão temporária dos suspeitos. Mais tarde, essa prisão foi transformada em preventiva pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Isso significa que as autoridades consideraram que a soltura deles poderia atrapalhar as investigações ou que havia risco de reincidência.

As defesas, então, tentaram reverter a situação. Elas recorreram diretamente ao STF, pedindo que Livia, Luanda e Oyama fossem soltos imediatamente. Como alternativa, sugeriram que a prisão fosse substituída por outras medidas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou o pagamento de fiança, para que pudessem responder ao processo em liberdade.

Por que o STF manteve as prisões?

O ministro Nunes Marques, do STF, analisou os pedidos de habeas corpus. Ele, no entanto, não entrou no "mérito" da questão, ou seja, não analisou as provas do crime ou se os investigados eram culpados ou inocentes. Sua decisão foi baseada em uma questão processual.

Simplificando, o ministro Nunes Marques entendeu que o STF não seria o tribunal adequado para analisar o caso neste momento. Ele considerou que a Corte não pode ser a primeira instância a analisar este tipo de contestação, especialmente quando se trata de reverter uma decisão individual de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por isso, a análise foi afastada.

E agora? O que acontece com a investigação?

Com a negativa dos pedidos de habeas corpus pelo STF, Livia Cajado de Figueiredo Cosmo, Luanda Cajado de Figueiredo Carvalho e Oyama de Figueiredo continuam presos preventivamente.

A investigação segue seu curso normal, sendo conduzida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e, posteriormente, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por enquanto, o STF não vai interferir no andamento do processo.

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