A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (16), um servidor público de 57 anos acusado de participar de um assassinato brutal dentro do Hospital Geral de Itaparica. O crime, que chocou a região, aconteceu em 2023, quando a vítima foi executada enquanto recebia cuidados médicos na sala de sutura da unidade.
Segundo as investigações da Operação False Shield, dois servidores públicos agiram juntos na ação criminosa. Mesmo fora de serviço, eles invadiram o hospital usando coletes balísticos. Um deles portava uma arma longa e efetuou diversos disparos contra o homem, que já estava ferido por um tiro no braço.
Além da execução na frente de testemunhas, os envolvidos são acusados de alterar a cena do crime e coagir as pessoas que presenciaram o ataque. A polícia apura os crimes de homicídio qualificado e fraude processual, já que houve uma tentativa clara de atrapalhar o trabalho da justiça logo após os disparos.
Durante a prisão do primeiro suspeito no bairro de Manguinhos, os agentes apreenderam uma pistola calibre .40, três carregadores, 87 munições e celulares. O homem foi levado para a custódia no Batalhão de Choque, sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Militar.
O segundo envolvido, de 52 anos, não foi encontrado em sua residência e agora é considerado foragido da justiça. Buscas foram realizadas em endereços ligados a ele nos bairros de Barro Branco e Mar Grande, mas ele ainda não foi localizado pelas equipes policiais.
A operação contou com o apoio de forças correcionais da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar. As diligências continuam para tentar localizar o segundo suspeito e encerrar o inquérito que apura as circunstâncias dessa execução dentro do ambiente hospitalar.







