O empresário Sérgio Nahas, que estava preso em Salvador, na Bahia, desde o último dia 17 de maio, foi transferido nesta quinta-feira (29) para o estado de São Paulo. Ele deixou o Conjunto Penal de Salvador por volta das 10h da manhã e, após passar por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) da capital baiana, seguiu para a sede da Polinter.
A transferência é um passo importante no caso que o envolve há quase 24 anos: a morte de sua esposa, Fernanda Orfali. De acordo com informações da polícia, Nahas será encaminhado ao aeroporto e embarcará em um voo comercial para São Paulo, onde o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) coordenou a operação para buscá-lo.
Prisão e alegação de inocência
Sérgio Nahas, de 61 anos, era considerado foragido da Justiça desde que um mandado de prisão foi expedido contra ele, em 2005. Seu nome e foto chegaram a ser incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, uma lista usada para localizar pessoas procuradas internacionalmente.
Ele foi encontrado e preso no último dia 17 em Praia do Forte, um distrito turístico de Mata de São João, na Bahia. A captura aconteceu após o sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) identificá-lo. As imagens do momento do reconhecimento foram acessadas pela TV Bahia. Depois do alerta do sistema, a Polícia Militar foi acionada e prendeu o empresário no apartamento de luxo onde ele estava hospedado na vila.
No local da prisão, os policiais encontraram 13 pinos de cocaína, três celulares, diversos cartões de crédito e um carro da marca Audi. Mesmo diante da condenação e da fuga, Sérgio Nahas mantém sua versão dos fatos.
“Eu penso que isso aqui é uma prisão vingativa e que eu tenho medo até de morrer dentro do presídio. Foi um suicídio, não foi um homicídio”, declarou Nahas à TV Bahia na saída do IML, reforçando sua alegação de completa inocência.
Detalhes do crime e da defesa
Sérgio Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Fernanda Orfali. O crime ocorreu há quase um quarto de século e, desde então, o caso tem sido acompanhado de perto pela Justiça e pela mídia.
A advogada Adriana Machado e Abreu, responsável pela defesa de Nahas, afirmou ao g1 que a prisão do empresário representa “um dos maiores casos de injustiça do país”. Ela também informou que Nahas já morava na Bahia antes mesmo de o mandado de prisão ser expedido e que ele não tinha a intenção de descumprir as determinações judiciais. A transferência para São Paulo foi autorizada pela Justiça no dia 22 de maio, a pedido da polícia paulista.







