Na última quarta-feira (4), equipes de resgate localizaram o corpo de Elian Caetano Torres, de 44 anos, no Rio São Francisco. O homem estava desaparecido há cinco dias, desde que o veículo em que viajava foi arrastado pela correnteza devido ao rompimento de um trecho da Rodovia AL-225, na divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas.
De acordo com informações de Gleidson da Silva, comandante da Guarda Municipal de Canindé de São Francisco, o corpo da vítima submergiu e foi levado pelas águas até as margens do rio, local onde os procedimentos de reconhecimento foram realizados.
A força-tarefa de buscas
O resgate marcou o encerramento de uma extensa operação conjunta. Durante os cinco dias de procura, as equipes enfrentaram as condições desafiadoras do rio. A operação contou com um grande aparato de segurança e salvamento de ambos os estados:
Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL): Empregou o Grupamento Aéreo, equipes especializadas de busca com cães (canil) e o uso de drones para mapeamento aéreo da região.
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Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE): Atuou diretamente na área do Rio São Francisco com o efetivo de 10 militares e o suporte de uma moto aquática (jet ski).
Dinâmica do acidente
O caso teve início na madrugada do último sábado (28), quando precipitações intensas atingiram a região. O grande volume de água fez ceder parte da rodovia AL-225, em um ponto próximo à ponte que divide os municípios de Canindé de São Francisco (SE) e Piranhas (AL).
O carro em que Elian estava com sua esposa, Solange Lima da Silva, de 39 anos, passava pelo local e foi engolido e arrastado pela força da água. O corpo de Solange foi localizado pelas equipes do Corpo de Bombeiros de Sergipe logo após o acidente, e seu sepultamento ocorreu no último domingo (1º).
Tradição popular e repercussão local
Durante as buscas, um aspecto cultural da região ribeirinha ganhou notoriedade. Moradores locais realizaram uma tradição popular conhecida na área para auxiliar na localização de vítimas de afogamento: uma "cabaça" (ou cabacinha) contendo uma vela acesa foi colocada no rio, acompanhada de orações. Segundo a crença popular, a correnteza leva o objeto até o local onde a pessoa desaparecida se encontra.
O radialista Maycon Carvalho, que acompanhava a cobertura da operação de resgate de forma presencial, relatou em suas redes sociais um fato que chamou a atenção da comunidade. Segundo a publicação do comunicador, o corpo de Elian emergiu nas águas exatamente ao lado da cabaça utilizada no ritual momentos antes. "Acredita quem quer, mas o corpo apareceu ao lado da cabacinha", registrou o radialista ao compartilhar o desfecho do caso, evidenciando o forte elo entre a comunidade do São Francisco e suas tradições culturais.
O caso segue agora para os trâmites legais de liberação do corpo aos familiares.







